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O que leva o Ibope a errar tanto na PB?

Eleição após eleição nós acreditamos e quebramos a cara. Agora, é de se perguntar: o que leva o Ibope a errar tanto na Paraíba?

Nós crescemos aprendendo que o Ibope é sinônimo de pesquisa no Brasil. Aliás, isto está implícito até no nome, pois Ibope, para quem não sabe, significa – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. Até que me provem o contrário, é o instituto de opinião mais respeitado que existe. Sempre os números do Ibope, em qualquer eleição, são os mais esperados. Depois vem os outros.

Confesso que tenho sempre expectativa redobrada quando os números do Ibope estão para chegar. E quando vem a pesquisa Boca de Urna, e o Ibope informa, “Pimba, o cara ta eleito”, penso. Mas aqui na Paraíba, ano após ano, o Ibope erra e minhas expectativas são sempre frustradas.

Não vou aqui fazer retrospecto dos erros e/ou acertos do Ibope na Paraíba, pois o leitor que acompanha a política já viu esse filme várias vezes. E espero que tenha aprendido com os erros, porque eu ainda não.

Acho que alguém deve lembrar que o Ibope, certa vez, devido a erros seguidos na Paraíba, anunciou que não iria mais terceirizar pesquisas aqui no estado. É, porque o erro foi logo creditado às pessoas sub-contratadas aqui para fazer o trabalho de campo. A culpa tinha que sobrar para nós mesmos, pois o Ibope não poderia vir do Sudeste para errar na Paraíba…

Agora, nesta eleição, acho que o Ibope cometeu o maior erro dentre todas as pesquisas realizadas aqui. Pelo menos não me lembro de outro tão grande. Poucos dias antes da eleição, o instituto apontou uma vitória esmagadora, sonora, acachapante de José Maranhão, com 22 pontos percentuais de diferença. Depois, esta diferença caiu um pouco. E, na pesquisa de boca de urna, caiu um pouco mais.

Mas como o Ibope dava 22 pontos, há alguns dias do pleito, para José Maranhão, no dia da eleição ainda dava Zé em cima do Mago, por uma margem menor, claro. E deu no que deu: Zé não ganhou a eleição no primeiro turno, o pleito foi para o segundo turno e, pasmem, com a vantagem, ainda que pequena, para Ricardo e não para Zé. Ou seja: deu o contrário!!! Que coisa…

Agora veio a primeira pesquisa do segundo turno. Eis que Ricardo aparece 12 pontos percentuais à frente de Maranhão: em pouco mais de 20 dias o Mago cresceu 34 pontos percentuais – segundo o Ibope, claro (22 + 12 = 34).

Confesso que não sei mais o que dizer. Se acredito no Ibope ou nos discursos que já se revezaram dos dois lados, apontando o descrédito do instituto. Ricardo tem sua opinião sobre seu crescimento e Maranhão tem a dele. São distintas, claro. Mas a única coisa que arrisco é dizer que não vi, nestes últimos 20 dias, motivo para haver uma guinada de 34 pontos percentuais na campanha da Paraíba.

Se tendência de eleição valer, em 2002 Roberto Paulino e Cássio Cunha Lima disputavam uma eleição que, surpreendentemente, foi ao segundo turno – todos acreditavam numa vitória esmagadora de Cássio, baseados no Ibope, claro. E, ao passar para o segundo turno, Paulino, na primeira pesquisa – do Ibope também – realizada entre os dias 13 e 15 de outubro daquele ano, aparecia com seis pontos de vantagem sobre Cássio (49 a 43 nos votos totais e 53 a 47 nos votos válidos). E o final, todos sabem: deu Cássio.

Agora, é aguardar, porque só as urnas dirão se o Ibope vai se redimir e sair por cima; ou se, mais uma vez, manterá a sua escrita de não acertar a eleição na Paraíba, aumentando o seu descrédito para com os paraibanos.

 

Blog de Carlos Magno

 

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