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O efeito Odon

É inegável o reflexo imediato que o anúncio da candidatura de Odon Bezerra provocou na disputa pela presidência da OAB, seccional Paraíba, a ser travada em novembro próximo.

Candidato à reeleição, o atual presidente, advogado José Mario Porto, viu a relativa tranqüilidade ser abalada pela chegada do novo concorrente.

Não por menos.

Odon Bezerra reúne alguns requisitos que põem medo em qualquer adversário. Especialmente porque costuma “ganhar sem confrontar diretamente o inimigo”, conforme ensinava Sun Tzu, na arte da guerra.

Não precisa nem lembrar que estamos falando do advogado mais votado para eleição de desembargador, realizada no ano passado pela OAB.

Nem dizer que Odon Bezerra, além de conviver no ambiente acadêmico como professor que o é, transita com facilidade invejável em todas as correntes políticas da advocacia paraibana.

Que é um nome conhecido em todo estado em razão do trabalho no Procon e da vivência regular com os meios de comunicação.

Aliás, por incrível que pareça, é nas redações dos jornais, rádios, portais e tevês que Odon tem seu maior público. Querido dos pauteiros e bem quisto dos repórteres, o advogado tem sempre o telefone à mão para repetir os direitos do consumidor pra quem deles precisar.

Gratuitamente, portanto, apoiadores da mídia não lhe faltarão.

Mas o melhor que Odon Bezerra expôs desde que anunciou candidatura à presidência da OAB está na postura. Ele parece que não vai entrar numa guerra fratricida. Será incapaz de levantar qualquer denúncia ou crítica contundente ao colega Mário Porto.

Será mesmo capaz, inclusive, de destacar avanços na gestão do colega, a exemplo da redução das custas judiciais.

Quer apenas mirar o futuro apresentando uma nova ordem para a Ordem. È falando em fortalecimento da OAB como entidade da sociedade civil organizada, fazendo com a instituição retome a participação nos temas de maior interesse para o paraibano, que Odon pretende dizer a que veio.

E, certamente, deve ser beneficiado pelo raiva destilada por Mário Porto pelo incômodo da candidatura que ofereceu aos colegas.

Porque na mesma proporção que Odon Bezerra acerta em mirar uma campanha propositiva, Mário Porto erra em acusá-lo de “candidato chapa branca”, insinuando ligações com o governo Maranhão.

Primeiro porque a acusação tem feição de despeito. Segundo porque se espera postura mais democrática do atual presidente da OAB da Paraíba. E, por último, porque a tese será desconstruída ao tempo em que advogados de vários grupos políticos aderirem à campanha de Bezerra.

Como se tem visto, Odon traz no nome o dom de unir.

 


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