Nonato Bandeira quebra silêncio, revela bastidores do racha com Ricardo Coutinho e descarta reaproximação do PSB: “Seria uma ré para trás’
O vice-prefeito eleito de João Pessoa, Nonato Bandeira (PPS), quebrou o silêncio em entrevista nesta quarta-feira (21) e mirou artilharia pesada no governador Ricardo Coutinho (PSB), de quem já foi aliado e fiel escudeiro por mais de 20 anos.
Sem esconder as mágoas por ter sido ignorado do processo de escolha do PSB na sucessão municipal, Nonato chegou à conclusão de que valeu a pena ter rompido com o chefe do executivo e, prova disso, foi o resultado esmagador dado pelas urnas nas últimas eleições municipais. Nonato, no entanto, esclarece que o rompimento partiu do governador e não dele.
“Quem rompeu comigo foi o governador na medida em que ele tomou uma decisão sem consultar o grupo e sem me consultar, pois quando você tem acordos pré-estabelecidos e rompe unilateralmente, então não nos resta outro caminho se não seguir por outro caminho, porque eu não baixo a cabeça”, disse.
Revelando ainda detalhes dos bastidores do rompimento, Nonato lembrou que foi no momento em que Ricardo Coutinho decidiu agir por conta própria e ignorar os aliados que ele ‘pediu pra sair’.
“Entreguei o cargo e fui embora e olhe que na época não tinha nada de vice na chapa de Cartaxo, eu estava apenas como candidato do PPS. Naquele momento não aceitei a autocracia de Ricardo Coutinho – uma pessoa só decide por todos, não sei como os outros se submeteram a isso, mas eu não me submeto, eu quero que minha voz seja ouvida, quero ter o direito de participar e não apenas de obedecer”, completou.
DERROTA ANUNCIADA
Para Nonato Bandeira, a postura de Ricardo Coutinho (PSB) em lançar uma candidatura própria sem ouvir o prefeito Luciano Agra (sem partido) e sem ouvir os demais aliados foi o prenúncio de uma derrota, que foi ratificada pelas urnas.
“80% da população votou contra o governo e eu avisei que aquela forma não daria certo, antes de decidir teria que entrar em contato com as pessoas e Agra não foi consultado, eu não fui consultado, faltou dialogo e deu nisso. Cabe ao líder ouvir os demais e isso não aconteceu”, alfinetou.
Nonato lembrou ainda que algumas pessoas aceitaram a imposição feita pelo governador Ricardo Coutinho, umas por receio, outras com medo de retaliações. “Tem gente que aceita tudo”, falou.
Após o rompimento, Nonato e Ricardo não mais tiveram contatos e nem trocaram mensagens.
REAPROXIMAÇÃO
“Amizade é uma coisa e reaproximação é outra”. De acordo com Nonato, não existe coerência política em sair de um grupo que esqueceu toda uma pratica política e depois voltar para este mesmo grupo. “Seria uma mesmo que uma ré pra trás, uma redundância, hoje nós temos outro encaminhamento e outros rumos”, avisou.
2014
Vice prefeito eleito em 2012, Nonato também não descartou a possibilidade de disputar um cargo em 2014. “Minha pretensão é cumprir os quatro anos de mandato como vice, mas nós não podemos descartar nenhuma possibilidade, somos soldados do partido e daqui para lá muita água pode rolar”, finalizou.
A entrevista de Nonato Bandeira foi veiculada no Sistema Correio de Comunicação.
Márcia Dias
PB Agora
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