O Partido do Movimento Democrático Brasileiro deverá apresentar números
consideráveis de mulheres para a disputa das eleições municipais,
majoritárias e proporcionais, em todo o País, segundo expectativa da
deputada federal Nilda Gondim (PMDB-PB).
Presidente do Diretório Municipal do PMDB de Campina Grande e do PMDB
Mulher da Paraíba, e ainda vice-presidente do PMDB Mulher em nível de
Nordeste, Nilda Gondim participou, nos dias 12 e 13 de abril, da reunião da
Executiva Nacional do PMDB Mulher e do Encontro Nacional de Multiplicadores
de Oficinas de Capacitação de Candidaturas para as eleições municipais de
2012. Os eventos foram realizados em Brasília, numa promoção da direção
nacional do segmento feminino peemedebista, numa parceria com a Fundação
Ulysses Guimarães.
Durante os dois dias de discussões, as lideranças femininas do PMDB
formularam e debateram propostas de estratégias para incentivar ainda mais
a participação das mulheres na vida político-partidária e administrativa em
todo o território brasileiro. Dentre os assuntos mais comentados esteve a
necessidade de se trabalhar pelo cumprimento da Lei 12.034/2009, que prevê
a obrigatoriedade de composição das listas eleitorais com no mínimo 30% e
máximo 70% de candidaturas de cada sexo.
O assunto mereceu destaque na Agenda de Trabalho da Executiva Nacional do
PMDB Mulher para o ano de 2012. O documento define tarefas e
responsabilidades que deverão envolver as lideranças peemedebistas
femininas de todos os Estados da Federação. "Cada uma de vocês está
assumindo um compromisso de repassar o que será discutido aqui nos seus
Estados, quando voltarmos para nossas bases. Aqui vamos ter uma troca de
conhecimento para que tenhamos muito mais mulheres com mandatos nas
próximas eleições municipais", afirmou a presidente nacional do PMDB
Mulher, deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP), durante a abertura do
Curso para Multiplicadoras de Oficinas de Capacitação para Candidatas, na
tarde de quinta-feira (12).
Para a deputada Nilda Gondim, que comanda o PMDB Mulher da Paraíba, o valor
central do evento esteve relacionado à oportunidade de se potencializar
melhor o trabalho das lideranças femininas junto às bases e de ampliar as
conquistas das próprias mulheres brasileiras. "Nossa missão principal
nesses próximos meses, enquanto dirigentes dos núcleos femininos do PMDB, é
fazer com que um número cada vez maior de mulheres se disponha a ocupar
seus espaços nos Poderes Executivo e Legislativo municipais", ressaltou a
deputada, observando que a presença da mulher nesses espaços políticos e
administrativos ainda é muito tímida em todo o Brasil. Por exemplo, ela
lembrou ser a única mulher da atual bancada federal paraibana, que é
composta por doze parlamentares.
*Revolução silenciosa -* "As razões para o trabalho de formação política
são fundamentadas na busca pela essência da função pública; para despertar
a responsabilidade social, formar novas lideranças e qualificar lideranças
partidárias", afirmou a gerente nacional do Programa de Formação Política
da Fundação Ulysses Guimarães, Elisiane Silva, na tarde da sexta-feira
(13). Por meio da palestra sobre o tema "Revolução Silenciosa", ela
apresentou detalhes sobre o programa e falou dos resultados já obtidos em
todo o País.
Para a campanha eleitoral deste ano, de nível municipal, ela disse ser
fundamental a construção de um programa municipalista, baseado no que a
comunidade necessita. "Para isso, é fundamental que os militantes
partidários se reúnam com a comunidade, pois é a partir dela que se deve
construir um programa e uma campanha", ressaltou.
*Poder de convencimento -* Durante as atividades relacionadas ao encontro
das lideranças femininas do PMDB, coube à especialista em comunicação
política, Sílvia Rita Souza, proferir palestra sobre o tema "Orientação
para multiplicadoras de oficinas de capacitação para candidatas". Para uma
Plenária muito participativa, ela defendeu a tese de que "liderar é
comunicar". "Liderança não tem relação com força ou autoridade, mas com
convencimento", afirmou.
Sílvia Rita acrescentou a necessidade de as mulheres candidatas focaram
suas campanhas especialmente no universo feminino, para atingir as mulheres
eleitoras. "As mulheres estão sempre entre o maior número de indecisos. Mas
por que são indecisas? Com certeza não é porque demoram mais para
analisar", enfatizou.
Assessoria







