A mobilização da sociedade brasileira, especialmente da classe política, na luta pela adoção de políticas públicas capazes de erradicar as barreiras e obstáculos que travam os investimentos na saúde, em todo o território nacional, foi defendida pela deputada Nilda Gondim (PMDB-PB) em pronunciamento na Câmara Federal. Para ela, a semana em curso se constitui num momento especial para a intensificação da busca por um serviço de saúde eficiente e de qualidade no País, e também por melhores condições salariais e de trabalho para os profissionais de medicina, a quem foram prestadas muitas homenagens na terça-feira (18) – Dia do Médico.
“Nesta semana, como em todos os dias de nossas vidas, os profissionais de medicina merecem, não somente o nosso apoio na luta por melhores salários e por melhores condições de trabalho, mas também o nosso reconhecimento diante da sua dignidade profissional e da sua importância vital para a preservação e para a melhoria da qualidade de vida presente e futura da nossa Nação”, ressaltou, e acrescentou: “O subfinanciamento da saúde no Brasil proporciona aos médicos e demais profissionais da saúde péssimas condições de trabalho, uma carga horária desumana e uma remuneração muito aquém da importância dos serviços por eles prestados”.
Nilda Gondim afirmou que o Estado e a sociedade não podem se omitir da responsabilidade e do desafio de dotar os serviços de saúde, seja nos hospitais, nos ambulatórios, nos portos de saúde etc., de condições mínimas necessárias para uma boa prestação de assistência à população. “Além da conquista de uma infraestrutura hospitalar e ambulatorial dotada de equipamentos modernos, de profissionais qualificados e de estoques de medicamentos capazes de atender à grande demanda do setor, esse desafio inclui a garantia do respeito e do atendimento às necessidades dos próprios cidadãos a quem cabe o dever e a missão de salvar vidas”, observou.
Conforme a parlamentar, a classe política brasileira e os demais representantes dos poderes constituídos do País precisam tomar consciência de que a crise que há muito atinge a saúde brasileira tem como uma das principais vítimas os próprios profissionais de medicina, que acabam, em muitos casos, levando a culpa pela falta de assistência eficiente a todo o conjunto da sociedade. “E para complicar a situação, a grande maioria desses trabalhadores acaba sofrendo na pele o descaso e a indiferença de muitos governantes para com as suas necessidades e direitos básicos de cidadãos”.
Mãe do senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), que além de advogado, é formado também em Medicina, e da médica pediatra Rachel Gondim Vital do Rêgo, a deputada Nilda Gondim disse conhecer de perto a rotina dos profissionais de saúde desde a época em que são estudantes.
“O curso de Medicina é longo; a especialização também ocupa muito tempo da vida daqueles que se dedicam a estudar e praticar a Medicina, e muitas vezes o estudante, especialmente aquele pertencente às camadas mais simples da população, sofre muito para obter o diploma, para fazer sua especialização e para começar o seu primeiro emprego. Mesmo assim, podemos dar graças a Deus pelo fato de a grande maioria desses profissionais, em nosso País, enxergar a profissão como uma espécie de sacerdócio, olhando os pacientes nos olhos e tratando-os com carinho, respeito e dedicação, mesmo diante de dificuldades extremas que são obrigados a enfrentar diariamente, e em todos os recantos do Brasil”, comentou.
Para a deputada paraibana, o exercício da medicina é algo mais que ciência, que salário, que emprego; é algo mais do que o ato mecânico de operar um paciente ou de executar qualquer outro tipo de procedimento. “A arte da medicina – afirmou – vai além desses limites, porque envolve o profissional numa atitude que transcende a mecânica da profissão, especialmente porque o ser humano, ao procurá-lo, está fragilizado, está doente e necessita de amparo e de cuidados especializados”.
Ainda em seu pronunciamento, Nilda Gondim salientou que num país em que mais de 170 milhões de brasileiros dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para obter a assistência médica indispensável e garantida pela Constituição Federal, “não fosse a classe médica brasileira se conformar com tamanha espoliação do trabalho profissional, não haveria SUS e muito menos atendimento à população brasileira”. “São milhões de atendimentos realizados anualmente pelos médicos, os quais, movidos pelo espírito humanístico, superam as dificuldades pessoais e familiares e ajudam a salvar vidas e a diminuir o sofrimento de milhares de semelhantes em todos os recantos da Nação brasileira”, observou.
Assessoria
