"Não sei se vou ou se fico". Nas últimas duas legislaturas ele ficou de fora da Cãmara de Vereadores de Campina Grande. Quando ocupou uma das cadeiras na Casa foi combativo e ao mesmo tempo sonolento. Nos dois mandatos que exerceu Ivan Batista foi oposição e situação. Defendeu e atacou o governo do então prefeito Cássio Cunha Lima.
Rompeu com o governo tucano por ocasião do polêmico projeto de venda da Celb, e ao lado de vereadores oposicionistas como Veneziano Vital do Rêgo, Cozete Barbosa, Bruno Gaudêncio e Guilherme Almeida, lutou para que a Companhia não fosse repassada a iniciativa privada. Se tornou um dos braços direitos da oposição ocupando na casa a função de primeiro secretário. Em uma das sessões históricas, impediu o então líder do governo Manoel Ludgério de colocar em votação a matéria da venda da Celb, gesto que obrigou o então presidente da Casa Rômulo Gouveia, hoje vice governador do Estado, a encerrar a sessão abruptamente.
Nas eleições seguintes, Ivan Batista não conseguiu a reeleição e passou 8 anos fora do cenário político. Diferente de seus colegas que avançaram no campo da política. Veneziano foi eleito e reeleito prefeito de Campina Grande, enquanto que Guilherme Almeida conquistou o mandato de deputado estadual. Cozete foi eleita vice por dois anos comandou a PMCG. Do outro lado, Rômulo Gouveia, Manoel Lugério e Romero Rodrigues foram eleitos deputados. Hoje, Rômulo é vice governador e Romero prefeito.
Nas eleições de outubro do ano passado, Ivan Batista voltou a colocar o seu nome a disposição dos eleitores desta vez pelo PMDB. Saindo do esquecimento, ele conseguiu enfim voltar a Casa de Felix Araújo sendo eleito com 2.820 votos.
Como o PMDB não conseguiu eleger a sua candidata Tatiana Medeiros, Ivan passou a integrar a bancada que fará oposição ao prefeito Romero Rodrigues. Só que a postura de Ivan na Casa ainda é incerta. Em declaração a imprensa campinense, ele disse que que vai buscar o entendimento com o prefeito Romero Rodrigues (PSDB). "Se depender de mim e dos vereadores com quem tenho feito contato, eu não vejo a determinação de nenhum para fazer oposição” afirmou.
O parlamentar destacou ainda que a Câmara precisa se unir, independente de posturas políticas, para trabalhar em prol da população." “Nunca tive perfil de oposição, nem de situação ou subserviência. O vereador não tem que fazer oposição. Quando você está na Câmara, ali você só tem colegas que precisam estar irmanados – pontuou o peemedebista.
Indagado sobre o encontro que teve com o ex-prefeito, Veneziano Vital (PMDB), e outros colegas de seu grupo político, Ivan explicou que a conversa foi informal, sem nenhuma orientação sobre a forma como os vereadores devem se comportar na Câmara.
Severino Lopes
PBAgora
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