Os vereadores Nelson Gomes e Jóia Germano decidiram permanecer no PRP e pelo
partido disputar as eleições de 2012. A informação foi prestada pelos
próprios parlamentares que disputarão as eleições do próximo ano,
concorrendo à reeleição para vagas na Câmara Municipal de Campina Grande.
Nelson Gomes foi convidado por diversas agremiações, dentre essas o PP, PSD,
PSDB, contudo decidiu que vai mesmo concorrer ao pleito de 2012, pelo
Partido Republicano Progressista. No Estado a legenda é presidida por Maria
da Luz que lutou no convencimento dos dois parlamentares no sentido de
permanecerem na agremiação.
O PRP se propõe a consolidar o sistema republicano de governo, mediante
instituições jurídicas modernas e flexíveis, adequadas às rápidas
transformações sociais do nosso tempo. Com esse objetivo, o PRP assumirá
iniciativas que conduzam ao aprimoramento do Estado Republicano, à
coincidência dos mandatos e das eleições, em todos os níveis da Federação, à
máxima autonomia dos Estados federados e dos municípios. O PRP ativará a
defesa do regime republicano contra seus inimigos, dentro do princípio de
que todos os homens são iguais diante de Deus e das leis, e só os méritos
podem distingui-los na vida social.
Essa igualdade pressupõe o direito de todos a participar da vida pública,
dentro dos partidos e fora deles, a votar e a ser votado, a ocupar quaisquer
cargos administrativos ou políticos, de acordo com a lei que, de nenhuma
forma, poderá discriminar os homens pelo seu nascimento, pelas suas crenças
ou pelas suas origens éticas.
A história do PRP funde-se à própria história do País. No início do Século
XIX, a monarquia era o sistema ideal de governo. Sessenta anos depois,
entretanto, seus argumentos pareciam estar esquecidos.
O trono já não contava com o apoio do grupo de elite. Alguns dos idealistas
que acreditaram em uma nova forma de governo ? a República ?e lutaram por
ela, formaram o Partido Republicano. Dentre eles, podemos destacar: Campos
Sales, Prudente de Moraes, Francisco Glicério, Quintino Bocaiúva, Júlio de
Castilho, Rodrigues Alves, Bernardinho de Campos, Marechal Floriano,
Benjamim Constant e outros.
Em 1870, no Rio de Janeiro, foi lançado o jornal A República, marco
importante de um processo de amadurecimento nas fileiras dos liberais
radicais, que vinham já há algum tempo posicionando-se na luta contra os
governos conservadores, em franco questionamento quanto à monarquia.
Nas páginas do primeiro número do jornal A República, estampava-se o
Manifesto Republicano, pois o novo período definia-se com a voz de um
partido que se alça para falar ao País.
Os ideais e as ideias do manifesto, impregnados em defesa das liberdades de
consciência, imprensa, associação e ensino, atacavam a falta de igualdade
social e de oportunidade, os privilégios e a escravidão, e propunham uma
constituinte.
Assessoria
