A condenação do ex-prefeito do município de Princesa Isabel, Thiago Pereira de Souza Soares (PMDB), divulgada na última semana, no 1º lote de sentenças referente ao julgamento de ações de improbidade administrativa e crimes contra a administração pública, dos processos relacionados pela Meta 4 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), deste ano, pode respingar na pré-candidatura do PSB na região.
É que o pré-candidato socialista, Ricardo Pereira (FOTO), lançado na disputa municipal deste ano é citado em um dos processos em que o ex-gestor está envolvido. Pereira exercia o cargo de secretário de saúde da cidade e já foi, inclusive, condenado em primeira instância, e agora tenta no 2º Grau se livrar da sentença.
Em outros processos, o ex-secretário é acusado por improbidade, calúnia, e também tem o nome citado em mandados de busca e apreensão.
De acordo com o advogado José Rivaldo Rodrigues, do PSOL, que acompanha o processo de perto, caso a condenação contra Ricardo Pereira seja mantida em segunda instância, ele ficará impedido de disputar o pleito na cidade.
Para ele, dificilmente o pré-candidato do PSB escapará da condenação, já que há provas, relatos, condenação em primeiro grau, associados ao atual momento político em que o país clama por justiça contra quem comete improbidade.
“Eu acredito que o tribunal vai manter essa decisão, ou seja, vai manter a condenação, sobretudo com esse clamor nacional que não aceita mais a improbidade, eu acredito que a tendência seja manter a condenação”, opinou.
Recentemente o presidente estadual da sigla, Edvaldo Rosas, sugeriu a expulsão da prefeita de Monte Horebe, presa na operação Andaime, dos quadros da sigla. Na ocasião, Rosas alegou que a conduta da gestora não condizia com o pensamento e com a ideologia do PSB.
“Ficha suja não tem espaço no PSB”, disse o dirigente sobre o caso.
A prefeita de Monte Horebe, Claudia Dias (PSB) foi presa na Operação Andaime, da PF, acusada de integrar quadrilha que também fraudava licitações e desviava dinheiro público.
Em contato com a reportagem do PB Agora, Ricardo Pereira admitiu responder dois dos processos, um que diz respeito à improbidade no caso das licitações, mas que alega não ter sido o ordenador de despesas, e outro por calúnia, impetrado pelos adversários.
“Nós temos dois processos, dos quais envolvem o setor de licitação. Não existe dano ao erário público, não existem malversações do dinheiro público e, não venham me dizer que eu sou responsável pelos processos que Thiago responde. Quem caçou Thiago foi o Tribunal de Contas do Estado do Paraíba. Estão querendo corresponsabilizar a mim, por que tenho tido uma posição de não me curvar ao poder”, sustentou.
PB Agora
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