Como líder de um bloco que faz oposição no Senado, ao Palácio do Planalto, o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB}, reafirmou ter ficado perplexo e estarrecido com as últimas declarações do presidente da República Jair Bolsonaro sobre o coronavírus. O pronunciamento do presidente desconsiderando a gravidade do avanço do coronavírus, tratado por ele como uma “gripinha” causou indignação e revolta a diversas autoridades do país.

Apesar da onda de insatisfação que tomou conta do país, o senador paraibano disse que não é hora de defender o impeachment do presidente. apesar de que há um forte rumor das ruas.

“Eu sei que há uma forte curva ascendente, principalmente, por parte daqueles que imaginavam que ele iria ter uma postura de estadista, como outros chefes de governo que já demonstraram em relação ao problema do coronavírus, e o nosso presidente vai na contramão. Mas, mesmo assim, eu digo que o momento é de lutarmos e mitigarmos os efeitos em relação à saúde pública e sobre a nossa economia”, explicou.

Veneziano enfatizou que o momento é de arregimentar forças e esforços para combater o coronavírus e nesse sentido, o Senado, conforme destacou o parlamentar tem trabalhado firme. Veneziano participou esse semana de três votações em sessões remotas, quando ajudou a aprovar projetos que favorece as ações de combate ao Covid 19.

Ainda sobre o pronunciamento de Jair Bolsonaro, que contradisse as regras da OMS sobre o combate ao coronavírus, Veneziano disse que presidente demonstrou que está mais preocupado é com o projeto político pessoal de reeleição do que irmanar-se na condição de chefe do Executivo com o momento crítico atual pelo qual passa o país.

“No momento de nos unirmos, ele vem exatamente na contramão daquilo que deveria ser a responsabilidade da autoridade maior do país”, observou.

O senador afirmou ainda que o Congresso Nacional está muito atento quanto às intenções do presidente da República, que tem se mostrado autoritário e nunca escondeu sua preferência pela arbitrariedade e sua reverência ao regime de exceção de 1964.

“Nós estamos muito atentos. Isso é um germe que está incubado na formação do presidente, o desejo autoritário de se estabelecer esse regime porque ele não é afeito à figura presidencial. Há o cuidado de sentinelas para que nós não percamos aquilo que foi construído a duras penas, com mortes e torturas, que foi a democracia”, disse.

Severino Lopes
PB Agora

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