
Em outras palavras, para garantir o mandato, Nadja declarou que está disposta a tudo. Inclusive, a colocar de lado seus princípios políticos e submeter-se a uma situação de, digamos assim, mudez combinada, pela qual ele cumpriria o compromisso com Maranhão, mas descumpriria com o povo.
Parte dos eleitores de Nadja que garantiram-lhe o posto de primeira suplente da Assembléia com quase vinte mil votos não o fizeram na certeza de que ele fecharia compromissos políticos capazes de castrar o que ela tem de melhor: a verdade. Foi fazendo um debate sincero, objetivo, em defesa dos ambulantes, dos servidores municipais e dos eventuais desmandos do prefeito Ricardo Coutinho, que ela se consagrou com a mais lídima representante das classes menos abastadas e discriminadas desta cidade.
Mas ela declarou, em alto em bom som, que estava disposta a abdicar de tudo isso, para garantir seu mandato e a paz, “combinada”, do prefeito Ricardo Coutinho. Isso também não é quebra de compromisso?!
Não se discute aqui a covardia de Maranhão nem a tirania do prefeito Ricardo em evitarem, juntos, embora divergentes, a posse de Guilherme Almeida no governo e Nadja na Assembléia. É preciso registrar apenas que Nadja Palitot deixou claro que as circustâncias que precedem uma atitude, muitas vezes desagradáveis para quem a toma, só servem para ela. Nunca para os outros.
Nadja Palitot, que viu projeto de sua autoria garantindo passe-livre para os portadores de doença crônica vetado por Ricardo Coutinho, fechou com Maranhão compromisso de não mais criticar a insensibilidade do prefeito da Capital.
Nadja Palitot, que criticou em 2006 o abandono na campanha pela direção do PSB, fechou o compromisso com Maranhão de evitar críticas à forma individualista que o prefeito conduz o partido no Estado.
Nadja Palitot, que apresentou na Câmara Municipal de João Pessoa projeto para acabar com o nepotismo na Capital, fechou com Maranhão compromisso de fazer-se de cega diante da estrutura montada para eleição a deputado federal do irmão do prefeito, atual diretor da Emlur.
Tudo isso em nome do mandato na Assembléia. Assumir nestas condições, no entanto, significa subir no palco sem microfone. E a doutora Nadja, uma entidade da mais alta capacidade política, estava disposta a encenar esse papel.
Valerá realmente à pena?!!!
Soltas no ar
Ciúmes – A movimentação dos senadores Cícero Lucena e Efraim Morais já vem provocando ciúmes. O deputado Wellington Roberto, presidente do PR paraibano, já declarou que quer espaço na VAN que tem levado os dois para o interior do Estado.
Uma alternativa – O pior é que Wellington Roberto, se não for bem tratado, tem espaços garantidos na chapa do prefeito RIcardo Coutinho, que, se não conseguir a tão sonhada aliança com o ex-governador Cássio, precisará de gente com base pelo interior.
Eles usaram – O presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, deputado Arthur Cunha Lima (PSDB), já tem pronta a lista de deputados governistas que usaram a verba social do Legislativo estadual e hoje posam de moralistas, criticando o benefício e exigindo “critérios”.







