Por pbagora.com.br

A decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) de afastar o ex-prefeito da cidade de Patos, Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, e consequentemente, determinar a posse do vice-prefeito Bonifácio Rocha (PPS), rendeu críticas do ex-prefeito da cidade, o deputado estadual Nabor Wanderley.

 

Ao ocupar a Tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba na manhã desta quarta-feira (15), Nabor que é genro da ex prefeita Francisca Mota, disse que as eleições de Patos foram vencidas por Dinaldo Medeiros Wanderley, “a custa de corrupção eleitoral”.

 

Nabor fez questão de dizer que não iria fazer ataques pessoais ao prefeito afastado, mas retrata a realidade. Segundo ele, a corrupção determinou os rumos do último processo eleitoral em Patos. Segundo ele, o pleito foi vencido as custas de “vendas antecipadas de licitações e da arrecadação ilícita através do caixa 2”.

 

“Eu não quero usar dos mesmos atributos, mas apenas dizer que nenhuma vitória é justa, quando construída fazendo ataques pessoais. Eu sei o que passamos a forma agressiva que eles usaram contra a gente, maltratando e não respeitando nem sequer uma pessoa séria como uma pessoa séria como a ex prefeita Francisca Mota” afirmou.

 

Nabor Wanderley manifestou a sua preocupação com a cidade de Patos e questionou a legalidade que elegeu o atual prefeito e vice de Patos.

Segundo ele, em um ano e sete meses de governo, o povo de Patos não sente os efeitos das mudanças prometidas por Dinaldo Medeiros. A cidade, conforme denunciou Nabor, sofre com problemas na saúde, educação e outras áreas.

 

“Não tem uma obra construída por esse governo. Não tem saúde. O povo de Patos está sofrendo. Falta merenda nas creches e a cidade está tomada de lixo” lamentou.

 

O ex-prefeito foi afastado do cargo e outras 12 pessoas foram denunciadas após a operação "Cidade Luz", deflagrada no dia 2 de agosto e comandada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que investiga fraudes em contratos de iluminação pública na cidade do Sertão paraibano.

A Justiça também determinou o comparecimento a todos os atos processuais para os quais forem convocados, proibição de acesso ou frequência à sede da Prefeitura de Patos, secretarias e à Comissão Permanente de Licitação e proibição de se ausentarem do Estado sem autorização do juiz-relator.

 

A denúncia protocolada no Tribunal de Justiça detalha a atuação de um esquema criminoso. Os integrantes do grupo estão sendo processados por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos, fraude em licitação e lavagem de capitais.

 

A investigação mostrou que a organização criminosa desviou R$ 739 mil de contratos firmados com a Prefeitura de Patos, no valor R$13 milhões. Segundo o Ministério Público, no período que antecedeu às eleições de 2016, o então candidato "Dinaldinho" organizou um esquema criminoso com duas empresas prestadoras de serviço de iluminação pública. O município manteve contratos com as organizações a partir de 2017.

 

PB Agora

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