Por pbagora.com.br

Em pronunciamento nesta terça-feira (29), o senador Efraim Morais (DEM-PB) acusou o Itamaraty de haver se tornado seletivo na aplicação do princípio diplomático da não-intervenção.

Para o senador, a diplomacia brasileira, ao decidir tomar posição em favor do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, agiu de maneira contraditória em relação a outras posturas assumidas internacionalmente como, por exemplo, quando o presidente Lula reconheceu a vitória do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad nas eleições realizadas no país.

Efraim considerou também parcial o fato de o Itamaraty não haver reclamado do fato de o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ter cedido suas bases navais para os russos, mas protestado quando a Colômbia fez o mesmo em relação aos Estados Unidos.

– O que se constata – e é ai é que entra o fator ideológico – é que vigora na diplomacia brasileira um princípio seletivo na adoção do critério de não-intervenção em assuntos da economia interna dos países com os quais mantemos relações – disse.

Efraim criticou o Itamaraty por ter autorizado Manuel Zelaya a ocupar a embaixada brasileira em Honduras e transformá-la em escritório político, utilizando-a, conforme disse, para conclamar seus aliados a derrubar o governo provisório.

– Não sabemos quais serão os desdobramentos da crise, que pode derivar até para uma guerra civil, o que será trágico para nós também, pela responsabilidade de a termos incitado – alertou.
 

Agencia Estado

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