Categorias: Política

Na frente com 11,4%: Cícero reafirma protagonismo na disputa estadual

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A nova rodada da pesquisa Anova, divulgada em parceria com o PB Agora nesta quinta-feira (26), reforça um dado que já vinha se consolidando nos bastidores: o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, segue na liderança da corrida pelo Governo da Paraíba.

No cenário estimulado, Cícero aparece com 32,0% das intenções de voto, abrindo uma vantagem de 11,4 pontos percentuais sobre o segundo colocado, o vice-governador Lucas Ribeiro, que soma 20,6%. Em terceiro, surge o senador Efraim Filho, com 12,6%.

Os números indicam um cenário, sem dúvida, favorável ao gestor da capital. Mais do que liderar, Cícero demonstra consistência ao manter desempenho competitivo em diferentes simulações — especialmente quando confrontado diretamente com adversários menos estruturados eleitoralmente.

Mas, como ensina a própria dinâmica política, pesquisa é retrato — e retrato de momento.

Ainda há um elemento central a ser considerado: o tempo. Faltam cerca de seis meses para o pleito, período suficiente para reconfigurações importantes. O próprio Cícero deverá deixar o cargo de prefeito nos próximos dias para atender às exigências da legislação eleitoral, entrando na disputa sem a caneta na mão, o que historicamente altera o peso político de qualquer candidatura.

Do outro lado, Lucas Ribeiro tende a assumir o Governo do Estado, passando a ocupar uma posição institucional ainda mais robusta — o que, inevitavelmente, pode influenciar o jogo eleitoral.

Há ainda um dado que não pode ser ignorado: o elevado índice de indecisos. Em alguns cenários, eles ultrapassam a casa dos 20% e, na espontânea, passam de 50%. Isso revela um eleitorado ainda em aberto, suscetível a movimentos de campanha, alianças e acontecimentos políticos.

A política, afinal, é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito; olha de novo, e já mudou completamente.

Mesmo assim, seria um erro subestimar o desempenho de Cícero até aqui. Liderar com margem de dois dígitos, ainda que dentro da margem de erro ampliada do cenário eleitoral, não é trivial. Mostra capilaridade, recall eleitoral e um ponto de partida sólido.

Mas eleição não se ganha em março. Há ainda um horizonte indefinido.

O que a pesquisa revela é menos uma tendência consolidada e mais o início de uma disputa que promete ser dinâmica — e, como toda boa eleição, imprevisível.

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