Categorias: Política

Na CMJP: vereadores trocam farpas sobre conservadorismo e políticas públicas em JP

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A polarização política em João Pessoa se intensificou nesta quinta-feira (6) com a troca de declarações entre a vereadora Eliza Virgínia (PP) e o vereador Marcos Henriques (PT), sobre o conservadorismo e o evento em comemoração ao Dia do Conservadorismo, marcado para o dia 14 de março na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

Eliza Virgínia, que propôs a sessão especial, aproveitou a ocasião para criticar a esquerda, chamando-os de “preguiçosos” e alegando que eles evitam o trabalho. Em seu discurso, a vereadora defendeu os valores do conservadorismo, destacando a importância da família, do trabalho e da dignidade. “O maior temor de um esquerdista é uma carteira de trabalho na frente dele, parece até um exorcismo. Sai correndo, não quer trabalhar”, afirmou Eliza, fazendo uma dura crítica ao que chamou de uma dependência das políticas assistenciais como o Bolsa Família e aposentadorias familiares.

A vereadora também atacou os militantes de esquerda, insinuando que eles se dedicam a “algazarra no meio da rua” enquanto os conservadores buscam preservar o que ela considera os valores fundamentais da sociedade. Em um tom provocador, Eliza desafiou diretamente o vereador Marcos Henriques para um debate, sugerindo que ele deveria confrontar suas ideias sobre a “ditadura do proletariado” que ela acredita que ele apoia.

Por outro lado, Marcos Henriques respondeu prontamente às críticas de Eliza e à realização da sessão. Em entrevista, o vereador petista declarou que não participaria do evento, uma vez que não se identifica com o movimento conservador. Para ele, os conservadores representam os interesses da elite econômica, em oposição aos das classes populares. “Eu não vou votar porque não me identifico com esse segmento. Meu lado é o daqueles que mais precisam, não o dos conservadores que são contra a taxação de grandes fortunas, contra o aumento da tabela do imposto de renda e contra a taxação das heranças”, explicou Henriques, destacando que sua representação é voltada para os 85% da população brasileira que necessitam de políticas públicas voltadas para o bem-estar social.

Henriques também fez críticas contundentes ao movimento conservador, especialmente em relação aos atos de 8 de janeiro, que culminaram na invasão de prédios públicos em Brasília. Para o vereador, os envolvidos nos ataques devem ser responsabilizados. “Eles são criminosos. Não tem velhinha com Bíblia na mão, não. Depredaram, ameaçaram o Supremo, afrontaram a democracia. Eles têm que pagar pelos crimes que cometeram”, afirmou, deixando claro seu posicionamento sobre os episódios que marcaram o início de 2023.

Com a sessão do Dia do Conservadorismo programada para o dia 14 de março, o embate entre as duas vertentes promete continuar a dominar a agenda política da cidade.

Redação

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