Categorias: Política

MPF arquiva investigação sobre repasses ao HELP e afasta suspeita de desvio de recursos da saúde em Campina

PUBLICIDADE

Procurador concluiu que não há provas de irregularidades e que divergência envolve interpretação administrativa sobre destinação das emendas.

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar a notícia de fato que investigava um suposto desvio de recursos públicos relacionados a emendas parlamentares destinadas ao Hospital de Ensino e Laboratórios de Pesquisa (HELP), em Campina Grande. A decisão foi assinada pelo procurador da República Bruno Barros de Assunção, após análise de documentos, extratos bancários e informações prestadas por órgãos federais e pelo Fundo Municipal de Saúde.

A investigação havia sido instaurada a partir de questionamentos sobre o não repasse de recursos que teriam como destino o hospital. No entanto, durante a apuração, o MPF concluiu que não foram encontrados elementos que comprovassem irregularidades ou prejuízo ao erário.

Na decisão, o procurador destaca que “ não foram identificados indícios de desvio de recursos públicos, enriquecimento ilícito ou prejuízo ao erário” , afastando as suspeitas que motivaram a abertura da apuração. O documento também aponta que a controvérsia envolve, na prática, uma divergência de interpretação administrativa sobre a destinação das emendas parlamentares.

Durante a investigação, o MPF identificou que havia interpretações diferentes entre o hospital e o Fundo Municipal de Saúde sobre a natureza das verbas. Enquanto o HELP defendia que os recursos seriam “carimbados” para repasse direto à instituição, a gestão municipal sustentou que parte das emendas estava vinculada ao próprio sistema municipal de saúde, podendo ser aplicada em outras ações da rede pública.

O despacho também ressalta que a atual legislação exige a comprovação de dolo, ou seja, intenção deliberada de cometer irregularidade para a caracterização de improbidade administrativa. Segundo o MPF, “não se vislumbra a presença de elementos que indiquem a prática de ato doloso ou de irregularidade penalmente relevante”.

Com o arquivamento da investigação, o Ministério Público Federal concluiu que a discussão sobre os recursos envolve essencialmente interpretação administrativa e jurídica acerca da destinação das verbas públicas, sem evidências de crime ou ato de improbidade por parte da gestão municipal.

Redação

Últimas notícias

Paraíba lança Rede Estadual de Monitoramento da Qualidade do Ar em parceria com Google

O Governo da Paraíba participou, nessa terça-feira (10), do evento Inovação Climática e Políticas Públicas,…

11 de março de 2026

CMJP discute proposta de Dinho para estender prazo do ITBI com desconto de 30%

Nessa terça-feira (10), o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), vereador Dinho Dowsley…

11 de março de 2026

Três navios são atacados no Estreito de Ormuz, na rota do petróleo

A escalda da guerra no Oriente Médio. Pelo menos três navios foram atacados nestaquarta-feira (11)…

11 de março de 2026

Léo Bezerra defende continuidade da gestão e diz que deve manter equipe de Cícero na PMJP

O vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), afirmou ontem, terça-feira (10) que deverá manter…

11 de março de 2026

Sargento Neto volta questionar voto de presos em eleições: “Votam majoritariamente em Lula”

O deputado estadual Sargento Neto comentou, em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio…

11 de março de 2026

Deputados começam a receber bases políticas deixadas por Taciano Diniz após ida ao TCE-PB; veja quem já se beneficiou

A escolha do deputado estadual Taciano Diniz para o cargo de conselheiro do Tribunal de…

11 de março de 2026