O ministro Alexandre de Moraes negou, neste sábado (28), o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que seus filhos tivessem acesso irrestrito à residência onde ele cumpre prisão domiciliar. A decisão reforça que a medida humanitária não altera o regime de cumprimento da pena, que permanece sendo o fechado, com todas as regras e restrições impostas pela Justiça.
Se o pedido fosse aceito, Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan poderiam visitar o pai sem limitações. Já Eduardo Bolsonaro não tem autorização de visita, por ser alvo de processo judicial no Brasil. No despacho, Moraes destacou que não há previsão para flexibilização das condições atuais, mantendo as restrições já estabelecidas.
Bolsonaro havia recebido alta hospitalar na última sexta-feira (27), após permanecer internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma broncopneumonia bacteriana. Durante o período, ficou cerca de dez dias na UTI antes de ser transferido para um quarto.
A decisão mantém o ex-presidente sujeito às normas do regime fechado, mesmo em prisão domiciliar, e reafirma o entendimento do Supremo de que a medida não abre espaço para visitas sem controle judicial.
PB Agora
