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Ministros e deputados reagem a propaganda do PSDB

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 A propaganda partidária exibida pelo PSDB na noite desta quinta-feira (17) desencadeou nova grave crise dentro da legenda. Ministros e deputados tucanos fizeram uma série de críticas ao presidente interino da sigla, Tasso Jereissati (PSDB-CE), o responsável pela peça. Há forte pressão para exigir sua deposição do posto.

 

O chanceler Aloysio Nunes disse, como antecipou o Painel, que o programa é uma “crítica vulgar” e que deve ter levado o PT às gargalhadas. O ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE), afirmou, em nota, que a publicidade é injusta com a “história do partido”, que teria optado por um caminho de “recuperação do país”. O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) foi além e sustentou que Tasso “não une mais o partido”.

 

A propaganda tucana critica o que chama de “presidencialismo de cooptação” e exibe imagens de um bonequinho vestido com a faixa presidencial entregando blocos a deputados, representados por figurinhas com cifrões no lugar dos olhos.

 

“Pergunto aos marqueteiros: o apoio do PSDB ao governo Michel Temer, os cargos que ocupamos, foram negociados por baixo do pano, por fisiologismo ou apego aos cifrões que aparecem nos olhos dos bonequinhos? Talvez, então, nós sejamos os puros entre os impuros! Então, que se aponte com clareza quem são os impuros, porque eu, como ministro, não visto a carapuça”, escreveu Aloysio.

 

O ministro ressalta que a peça publicitária não serve para melhorar a imagem do PSDB e nem para a “luta política”. “Esse programa não me representa. Não participei de sua concepção. Em nenhum momento minha opinião foi demandada. Ele passa ao largo dos problemas urgentes do país e das opções que o PSDB tem o dever de apresentar para seu enfrentamento.”

 

No texto, Aloysio afirma que a publicidade foi elaborada “no afã purificador muito característico da direita que rejeita ‘tudo o que aí está’ e joga fora o bebê junto com a água do banho”. “O PT deve estar dando gargalhadas desse enorme tiro que a direção interina do PSDB desferiu no nosso próprio pé.”

 

Bruno Araújo, também escreveu texto criticando a peça produzida pelo marqueteiro Einhart Jácome. “O programa não me representa”, disse. Ele faz ataques velados a Tasso Jereissati. Sem citar o nome do presidente interino, diz que “a mudança na Executiva do PSDB tinha como objetivo levar o partido a uma transição consensual até a realização de novas convenções. O programa partidário exibido hoje não se enquadra nesse espírito”.

 

O deputado Marcus Pestana, aliado de Aécio Neves (PSDB-MG), que está licenciado da presidência do PSDB desde que foi alvo da delação da JBS, foi o mais enfático. Ele disse que o “programa é equivocado e divisionista”. “Infelizmente, Tasso não une mais o partido”, ele escreveu e concluiu dizendo que a propaganda é “quase uma ofensa”. “Autocrítica é para avançar e não para implodir o partido.”

 



Coluna Painel – Folha

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