O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e técnicos do Ministério da Saúde deverão vir a Campina Grande nos próximos dias com uma importante missão: saber quem está com a verdade sobre o novo Hospital Regional de Emergência e Trauma de Campina Grande.
Na verdade, Padilha e os técnicos vem a Campina não para fazer política ou se misturar a qualquer politicagem que se possa imaginar. O objetivo da visita é saber por que o investimento do Governo Federal superior a R$ 100 milhões não foi suficiente para que a população já estivesse sendo beneficiada com o hospital.
O investimento na construção do Hospital ultrapassou os R$ 100 milhões, sendo R$ 55 milhões destinados à compra de equipamentos e mais de R$ 50 milhões para a obra. A nova unidade hospitalar é a maior do Nordeste em referência no atendimento aos casos de alta complexidade.
O Hospital foi projetado com 242 leitos, sendo 30 de UTIs Pediátrica, Adulto e de Queimados, que funcionarão com equipamentos de última geração, tecnologia de primeiro mundo e um moderno Centro Cirúrgico, com seis salas, sendo duas para ortopedia, transplante e demais para cirurgia de pequeno porte.
Cada UTI terá capacidade para 10 leitos. O hospital tem, ainda, um centro de diagnóstico que inclui ressonância magnética e tomografia computadorizada, entre outros equipamentos. O centro cirúrgico, com seis salas, é um dos mais modernos existentes na América Latina.
Construído numa área de 22 mil metros quadrados, o hospital será referência de atendimento de emergência na área de traumatologia para 1,9 milhão de paraibanos, o que corresponde a 52% da população do estado. Ele irá atender a 70 municípios do Agreste da Borborema mais 88 cidades do Cariri e Sertão, totalizando 158 municípios. A área total do terreno é de 72 mil metros quadrados (sete hectares).
O hospital foi inaugurado no dia 21 de dezembro, com presença maciça de autoridades. A partir de então, foi dito pelo novo governador e seus auxiliares que o hospital não tinha condições de funcionar porque suas obras não estavam completamente finalizadas. E mais: que não havia funcionários suficientemente capacitados para operar os equipamentos adquiridos.
O segundo argumento caiu por terra quando o Governo decretou a remoção dos equipamentos para o antigo – e ainda em funcionamento, embora de forma precária – Hospital Regional. Devido a problemas identificados pelo Ministério Público para o funcionamento das UTIs, eis que Ricardo teve que recorrer aos equipamentos comprados por José Maranhão. Que ironia do destino, hein?
Porém, quanto ao argumento de que o hospital não está concluído, tornou-se impossível a constatação ‘in loco’. É que, por determinação da direção do hospital – atendendo determinação superior, claro – nenhum jornalista ou equipe de reportagem pode entrar no novo hospital. E a primeira – e única – equipe que procurou saber a verdade até agora, e foi barrada, foi justamente a do Sistema Correio.
A vinda do ministro e dos técnicos deverá ocorrer em atendimento a um pedido do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Campina Grande, que deverá emitir Nota Oficial nestes dias, relatando a vinda do grupo. Agora, sim, saberemos quem está com a verdade.
Eu já fiz comentários aqui sobre o que penso desta questão do hospital e repito, em síntese: acho que com esse lenga-lenga, quem perde é o povo, que, aliás, foi quem pagou pela construção do hospital, através dos impostos.
Creio que o hospital tem, sim, condições de funcionamento. Creio, sim, que o hospital tem equipamentos modernos e capazes de salvar vidas que, hoje, não estão sendo usados por pura politicagem. Creio, sim, que está havendo um equívoco – mais um – do governo, em não admitir que o hospital deveria estar aberto à população de Campina e região. Creio, sim, que Ricardo Coutinho deveria reavaliar esta postura e pôr o hospital para funcionar.
Mas quero, mesmo, é esperar o que tem a dizer o Sr. Padilha. E, tenham certeza, o que ele e os técnicos disserem, será amplamente divulgado pela imprensa e posto aqui neste espaço também. Vou ajudar a cobrar de quem deve ser cobrado, criticando quem deve ser criticado e elogiando quem deve ser elogiado: Maranhão, Ricardo ou quem quer que seja o responsável. Esperemos…
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