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Militares desaprovam Amorim para a Defesa

Militares desaprovam Amorim para a Defesa

Presidente Dilma afirmou que comando das Forças não sofrerá mudanças

O entra e sai logo cedo no Palácio da Alvorada tem uma razão de Estado: 12 horas depois do anúncio do nome de Celso Amorim para o ministério da Defesa, a presidente Dilma Rousseff precisou acalmar os militares. E convocou os comandantes das três forças antes de embarcar para a Bahia, onde cumpriu agenda nesta sexta-feira (5). Eles ouviram da presidente que estão mantidos em seus postos e que nada muda na condução do ministério.

Reservadamente, os militares reagiram mal à escolha de Celso Amorim. Consideram que o perfil de diplomata é inadequado para a pasta e não acreditam que Amorim vá defender os interesses da Defesa.

Para amplos setores das Forças Armadas, o novo ministro foi o principal responsável por aproximar o Brasil de países com regimes fechados, como Cuba, Venezuela e Irã. Os militares criticam o fato de ele ser um homem de esquerda e temem pela condução que o novo ministro dará a temas estratégicos, como o programa nuclear, o reaparelhamento das forças e a instalação da Comissão da Verdade, que abordará violações de direitos humanos durante o regime militar.

Também foi contestado o fato de o novo ministro ter sido mais uma indicação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aceita por Dilma. Hoje, em evento em João Pessoa, Amorim foi cauteloso ao comentar sua indicação para o ministério.

– Queria, em primeiro lugar, expressar meu agradecimento pela confiança da presidente Dilma Rousseff, cujo governo pretendo servir e trabalhar com o mesmo afinco e empenho que trabalhei em outras funções. Evidentemente que tenho muito apreço pelo trabalho feito pelos meus antecessores, inclusive o ministro Nelson Jobim.

Divergências

A carreira de Amorim é marcada por divergências com militares. Ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula, Amorim é considerado a "pior escolha possível" para o cargo, de acordo com militares ouvidos sob condição de anonimato.

Apesar de a maior parte das divergências ter origem nas posições adotadas pelo Itamaraty durante a gestão de Amorim, as rusgas começaram antes, ainda no período da ditadura militar. Segundo especialistas ouvidas pelo R7, é raro um diplomata assumir o comando de militares.

Amorim também não tem a simpatia de parlamentares. A percepção geral é a de que um diplomata, ainda mais historicamente ligado à esquerda, não conseguirá angariar respeito das tropas.

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) presidiu a Comissão de Relações Exteriores do Senado entre 2009 e 2010, período em que Celso Amorim comandava as Relações Exteriores e Nelson Jobim a Defesa. Para ele, a relação de Amorim com os países que fazem fronteira com o Brasil é ainda mais delicada.

 

 

 

G1

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