Fernando Milanez: “Volto a Câmara, mas não servirei de bucha de canhão”

O vereado licenciado, Fernando Milanez (PMDB) retoma o seu mandato na Câmara de Vereadores de João Pessoa em janeiro e avisa aos incautos de plantão que volta, mas não servirá de bucha de canhão. Milanez disse que não fará a oposição irresponsável como alguns pretendem como também não vai entrar em jogo que vá ao encontro do desenvolvimento da cidade e do Estado.

Ele disse que volta à Câmara numa condição totalmente adversa da que chegou em 1996 quando obtive o seu primeiro mandato no qual foi líder do governo durante quatro anos na gestão do então prefeito, Cícero Lucena (PSDB) e logo em seguida, foi presidente da Casa por duas vezes entre 2000 a 2004.

“Agora volto por uma decisão do eleitor na bancada de oposição. Volto sabedor que estamos em um novo momento. Isso não significa dizer que vamos confundir oposição com alucinações, com gestos tresloucados e calúnias. Mas sim, uma oposição vigilante, atenta e vou cobrar as promessas que foram feitas e que a gente gostaria que fossem cumpridas. Agora, não vou servir de bucha de canhão para ninguém”, advertiu.

Milanez disse ainda que o seu mandato será pautado desta forma, até porque não poderia ser diferente, pois sempre votou de forma consciente nas matérias do atual prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (PSB), de interesse tanto da administração quanto da população.

“Se for do interesse da cidade e do povo, ele vai poder contra sempre comigo quantos vezes precisar. Seja ele ou qualquer outro que estiver à frente da Prefeitura de João Pessoa. Eu tenho uma amizade com Luciano há mais de 40 anos, sei que é um homem íntegro e honesto e nunca ao longo desse tempo fez um gesto que eu pudesse duvidar”, disse.

O vereador licenciado advertiu que não vão adiantar esses factóides que estão plantando na mídia. Ele sabe que Luciano foi induzido ao erro quando o acusou de estar por trás do “Caso Cuiá”. “Não fui eu e se tivesse sabido disso, antes de fazer tal denúncia iria a ele primeiro e assim o farei caso receba algo contra a administração. Se as explicações devidas me convencerem, acabou. Nunca adotei CPI porque sei que nunca dão em nada. Se algo estiver errado, nós temos é mais que recorrer ao Judiciário que tem poder de punição”, ressaltou.
 

 

Assessoria

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