Categorias: Política

Mídia nacional destaca que pacificação de Alcolumbre com Lula pode passar pela queda de paraibana de importante cargo

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Reportagem desta semana do jornal O Globo, na coluna de Lauro Jardim, foi trazido a manchete “Uma das moedas de troca possíveis” onde destaca que o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP), deve pedir para facilitar a vida de Jorge Messias (indicado pelo presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal) “é nada menos do que a presidência do Banco do Brasil.

Ocorre que o cargo é administrado desde o início do governo Lula III pela paraibana, nascida em Campina Grande e funcionária de carreira do banco, Tarciana Medeiros. Ainda segundo a reportagem Davi cobiça a muito tempo esse espaço.

No último fim de semana Alcolumbre por meio de nota negou que esteja negociando com o governo. Veja a nota:

NOTA À IMPRENSA

É nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas. Isso é ofensivo não apenas ao Presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo.

Em verdade, trata-se de um método antigo de desqualificar quem diverge de uma ideia ou de um interesse de ocasião.

Nenhum Poder deve se julgar acima do outro, e ninguém detém o monopólio da razão. Tampouco se pode permitir a tentativa de desmoralizar o outro para fins de autopromoção, sobretudo com fundamentos que não correspondem à realidade.

Se é certa a prerrogativa do Presidente da República de indicar ministro ao STF, também o é a prerrogativa do Senado de escolher, aprovando ou rejeitando o nome. E é fundamental que, nesse processo, os Poderes se respeitem e que cada um cumpra seu papel de acordo com as normas constitucionais e regimentais.

Feita a escolha pelo Presidente da República e publicada no Diário Oficial da União, causa perplexidade ao Senado que a mensagem escrita ainda não tenha sido enviada, o que parece buscar interferir indevidamente no cronograma estabelecido pela Casa, prerrogativa exclusiva do Senado Federal.

Aliás, o prazo estipulado para a sabatina guarda coerência com a quase totalidade das indicações anteriores e permite que a definição ocorra ainda em 2025, evitando a protelação que, em outros momentos, foi tão criticada.

Portanto, o que se espera é que o jogo democrático seja conduzido com lisura. Da parte desta Presidência, absolutamente nada alheio ao processo será capaz de interferir na decisão livre, soberana e consciente do Senado sobre os caminhos a serem percorridos.

Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional

Redação

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