Categorias: Política

Mídia nacional destaca atuação de Ruy Carneiro

Enquanto o PT da Paraíba aparece envolvido em mais um escândalo nacional
denunciado este final de semana na Revista Época. O deputado federal e
presidente estadual do PSDB da Paraíba, Ruy Carneiro, aparece na pauta
positiva do Correio Braziliense como um dos principais defensores da ética
e da moralidade na política do Brasil.

 

O Correio Braziliense aponta Ruy Carneiro como o único deputado federal da
Paraíba e um dos poucos do Brasil que abriu mão do pagamento dos 14º e 15º
salários da Câmara Federal. O Correio Braziliense cita os casos das
Assembleias Legislativas da Paraíba, Pernambuco, Minas Gerais, Piauí, Rio
Grande do Sul, Amazonas e Bahia que resistem em acabar com o benefício.

 

-Trabalho muito para honrar a confiança do povo da Paraíba. Trabalho para
honrar o nome do nosso estado. Existe no Brasil um clamor social por ética
e moralidade na política. A extinção dos 14º e 15º salários já foram
votados no Senado. Na Câmara fiz questão de abrir mão oficialmente e espero
que os deputados federais votem a proposta o mais rápido possível,
esclareceu Ruy.

 

Escândalo do PT da Paraíba na Época

O presidente estadual do PSDB defendeu apuração e punição para os
responsáveis no escândalo revelado na Revista Época este final de semana. A
publicação revela que a Polícia Federal investiga um suposto esquema
milionário envolvendo membros do PT da Paraíba. Os valores somam R$27
milhões em recursos federais que teriam sido pagos a uma empresa de
publicidade para bancar campanhas do Partido dos Trabalhadores em 2004.

 

Leia a matéria da Revista Época:

 

 

*A conexão paraibana*

 

A Polícia Federal reabre uma investigação sobre suspeitas de desvios em
contrato de R$ 27 milhões da Infraero com uma agência de publicidade da
Paraíba ligada ao PT

 

Uma denúncia de desvio de dinheiro público para cofres petistas, que por
anos mofou nos escaninhos da burocracia brasileira, virou um novo inquérito
aberto pela Polícia Federal (PF). O esquema investigado guarda semelhanças,
muitas semelhanças, com o modus operandi do publicitário Marcos Valério,
pivô e réu do mensalão. O caso envolve uma agência de publicidade ligada ao
PT, um contrato milionário com uma estatal repleto de irregularidades e
nenhuma comprovação dos serviços prestados.

 

O alvo da PF é a relação entre a Infraero, a empresa pública encarregada de
administrar aeroportos, e a agência de publicidade Signo Comunicação.
Fundada em 2000 por Anderson Tavares Pires, então integrante do diretório
do PT de João Pessoa, a agência fez a campanha petista ao governo da
Paraíba em 2002. Sem expressão nacional e sediada na Paraíba, a Signo
ganhou, em 2004, um contrato da Infraero que rendeu R$ 26,9 milhões até
2007. Entrou na disputa com a bênção do PT e sagrou-se vencedora com a
ajuda de um erro. No edital lançado pela Infraero, a proposta de melhor
qualidade se sobrepunha ao menor preço.

 

Um dos critérios decisivos na concorrência era o item “ideia criativa”. A
empresa com maior inspiração na peça publicitária podia alcançar o máximo
de 20 pontos. A Signo conseguiu a façanha de obter 21. Esse ponto extra e
fora do limite, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU),
fez com que a Signo vencesse a concorrência, passando à frente da Bates
Propaganda e Produções, na época controlada pelo publicitário Roberto
Justus, e de uma das grandes do setor, a Lew Lara. Funcionários da Infraero
argumentaram ao TCU que houve “uma confusão” no momento de atribuir as
pontuações. Por isso, dizem, a Signo recebeu uma nota acima do limite.

 

A Signo precisava também apresentar bons atestados de capacidade técnica à
Infraero, uma espécie de referência profissional sobre sua experiência no
ramo. Entregou dois documentos com carimbo petista. Um foi emitido pelo
diretório regional do PT da Paraíba, informando que a Signo planejara a
campanha do PT a governador em 2002. Outro atestado saiu da prefeitura de
Cabedelo, município de 57 mil habitantes na região metropolitana de João
Pessoa e então administrada pelo petista José Ribeiro Farias Junior, o
Doutor Junior.

 

A credibilidade do atestado expedido pelo PT para a Signo é questionada até
por um ex-dirigente do partido na Paraíba e candidato em 2002. Avenzoar
Arruda, hoje filiado ao PSOL, disse a ÉPOCA que a Signo surpreendeu ao
ganhar a licitação porque não tinha porte para assumir serviços de uma
estatal como a Infraero. “Quando se falou no contrato, pensamos que era uma
cifra pequena”, disse Arruda. Segundo ele, a Signo, em 2005, ainda fez
divulgação institucional do PT.

 

O caso da Signo começou a ser investigado pela CPI dos Correios, instaurada
em 2005 para apurar as denúncias relacionadas ao mensalão. A principal
frente de trabalho da CPI foram os repasses de recursos do Banco do Brasil
para a agência de publicidade de Marcos Valério, a DNA, que depois
alimentava os saques em dinheiro vivo feitos por petistas e políticos da
base aliada do governo Lula. Os técnicos do TCU sugeriram o “cruzamento com
as demais linhas de investigação” da Comissão Parlamentar de Inquérito. A
CPI, no entanto, chegava ao fim e não teve tempo para avançar. O Ministério
Público Federal solicitou então à PF uma nova investigação.

 

O caso estava fadado a morrer nas pilhas de inquérito em andamento na PF.
Foi retomado neste ano graças a uma mudança no regimento interno da
corporação. Em janeiro, foi criado um núcleo para apurar exclusivamente
desvio de dinheiro público, sob o guarda-chuva da Delegacia de Combate aos
Crimes Financeiros e Desvio de Recursos Públicos. No mês passado, o
inquérito foi reaberto. Além dos elementos coletados pela PF, a reportagem
de ÉPOCA encontrou dados que revelam a gravidade do episódio. Em 2009, uma
nova auditoria do TCU concluiu não haver comprovação da prestação do
serviço da Signo.

 

“Para que determinada despesa seja tida como regularmente processada,
faz-se necessária comprovação do recebimento da mercadoria ou prestação do
serviço”, afirmaram os técnicos do TCU, num trecho da auditoria, em que
destacam suspeitas de favorecimento à Signo.

 

No mesmo ano em que venceu o contrato com a Infraero, a Signo deu uma
mãozinha ao PT nas eleições municipais da Paraíba. O comitê de campanha em
João Pessoa funcionou dentro da Signo, segundo o responsável pelo marketing
do PT, o publicitário Stalimir Carvalho Vieira. De acordo com ele, a Signo
fez peças de campanha para o PT.

 

Nenhuma despesa, porém, aparece na prestação de contas do candidato petista
à Justiça Eleitoral. Anderson Pires, dono da Signo, diz que os serviços
foram prestados à Infraero e que sua vida partidária nada tem a ver com os
contratos. Negou ainda que tenha trabalhado na campanha local do PT de 2004
ou cedido a agência para servir de comitê. A Infraero afirma que não
favoreceu a Signo e que os serviços de publicidade foram prestados. A
estatal, porém, alegou precisar de mais tempo para detalhar que serviços
foram prestados.

 

Época

 

 

Ascom

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