Diversos portais nacional como Metrópoles e Jornal O Globo, trouxeram reportagens onde destacam que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou a Davi Alcolumbre (União-AP) resistência em votar o projeto de renegociação de dívidas rurais aprovado pelo Senado na quarta-feira (10/6).
De acordo com o portal Metrópoles, Alcolumbre ligou para Motta antes mesmo da votação da proposta, considerada uma “pauta-bomba” por conta de seu impacto fiscal — estimado em R$ 140 bilhões, em 10 anos.
Na conversa, o presidente do Senado perguntou se Motta colocaria o projeto para votar na Câmara caso a matéria fosse aprovada pelos senadores. O deputado paraibano, no entanto, não deu garantias. Motta disse a Alcolumbre que não conhecia direito o texto. Lembrou também que a Câmara só votou um projeto parecido em 2025 porque ele beneficiava agricultores afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Entenda o projeto – Projeto de renegociação de dívidas rurais aprovado na Casa foi aprovado na quarta-feira contrariando a equipe econômica, que calcula um impacto nas contas públicas de R$ 140 bi em 13 anos.
Segundo o Jornal o Globo, o Palácio do Planalto aposta na proximidade com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e no bom momento da relação do parlamentar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conter, ao menos por ora, o avanço do projeto de renegociação de dívidas rurais aprovado no Senado.
No caso da Câmara, a leitura segundo a reportagem é que Motta tem feito gestos ao governo, dialogando mais, e que, por isso, tende a acatar um pedido para não avançar com esse tema neste momento. Um parlamentar governista afirma ainda que Motta não deverá comprar nenhuma briga com o Executivo agora, ainda mais em ano eleitoral — o presidente da Câmara busca apoio de Lula para eleger o pai, o prefeito Nabor Wanderley, para uma vaga ao Senado pela Paraíba.
Redação
