Mesmo aprovando reajuste de 37% em seus salários, vereadores de CG cedem apenas 4,6% aos servidores do legislativo

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Em uma polêmica sessão ordinária que começou por volta das 13h, de ontem (24), os vereadores que compõem a Câmara Municipal de Campina Grande aprovaram, por maioria dos votos, um reajuste de mais de 37% nos subsídios dos vereadores, a vigorar a partir de janeiro de 2025. No entanto, para os servidores do legislativo o aumento foi de apensas 4,6%. Ainda ontem também a bancada de oposição articulou a revogação do financiamento internacional que a PMCG tinha conseguido com instituições financeiras, veja abaixo como se deu o Projeto 0097.

Sobre o reajuste, que ainda precisa ser sancionado pelo prefeito Bruno Cunha Lima (PSD), prevê um aumento de R$ 15.200,00 para R$ 20.864,78 na remuneração mensal dos vereadores. Já o presidente da Câmara, atualmente com salário de R$ 22.700,00, passará a receber R$ 31.297,17, equiparando-se ao vencimento do prefeito eleito nas próximas eleições de outubro. Ocorre que recentemente a CMCG, aprovou para seus servidores um reajuste de apenas 4,62%, muito distante dos quase R$ 40% do reajuste dos parlamentares.

A votação do projeto gerou polêmica entre os parlamentares. O vereador Napoleão Maracajá (PT) foi o único a votar contra o reajuste dos vereadores, enquanto Olímpio Oliveira (Podemos) se posicionou contra o aumento para o prefeito, vice-prefeito e secretários municipais. A vereadora Jô Oliveira (PCdoB) se absteve de votar sobre ambos os projetos.

Sobre a revogação do financiamento via Projeto 0097, este ocorre com o seguinte trâmite: O vereador de oposição Pimentel Filho (PSB) ficou na frente do 1º secretário da Câmara, Renan Maracajá (REP), que fazia a leitura de uma série de projetos, impedindo a visualização de quem fazia o uso do microfone. Segundo quem acompanhou a sessão de forma online ou presencial, a certa altura, o advogado Luiz Felipe, procurador jurídico da Câmara, que estava ao lado do presidente Marinaldo, separa um dos projetos que estavam em poder de Renan e o coloca próximo a Pimentel, que segundos depois sutilmente atropela a ordem de leitura e coloca para Renan ler imediatamente o ´097´.

Em seguida, o presidente Marinaldo Cardoso coloca todos simultaneamente em votação, cujo processo não dura (sequer) cinco segundos. Acompanhe a sessão no link:

Redação

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