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Mendes: mensalão e Petrolão mesma raiz

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 O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (4) observar uma "mesma raiz" no esquema do mensalão e nos desvios da Petrobras recém-descobertos com a Operação Lava Jato. Para ele, os dois casos mostram a corrupção como "sistema de governo" e "forma de organizar a administração".

 

Na segunda-feira, o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, foi preso em casa, por ordem do juiz federal Sérgio Moro, por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. Outras sete pessoas também foram presas na segunda, incluindo Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de José Dirceu.

 

"A mim me parece que há uma mesma raiz para tanto o fenômeno do mensalão quanto este do chamado petrolão, e agora eletrolão, e quantos aõs venham ainda. Me parece que há uma mesma matriz, é uma forma de governar, é um modelo de governança. E isso que é problemático nessa história toda", afirmou o ministro. "A corrupção como sistema de governo, como forma de organizar a administração, realmente é algo impensável", completou depois.

A declaração foi dada antes da sessão de julgamentos do STF nesta terça, quando o ministro foi questionado por jornalistas sobre aprisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que foi condenado no mensalão e é novamente investigado na Lava Jato.

 

Segundo os investigadores do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, empresas contratadas pela Petrobras pagaram propinas à JD Consultoria, firma de consultoria de Dirceu e seu irmão. A defesa do ex-ministro sustenta que os repasses serviram para pagar serviços efetivamente prestados por Dirceu na abertura de mercados para empreiteiras, por exemplo.

 

Nesta segunda-feira (3), ao explicar os motivos que levaram à prisão de Dirceu, um dos procuradores do caso, Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmou que o ex-ministro "repetiu o esquema do mensalão" ao participar da instituição do esquema de corrupção da Petrobras, quando ainda estava na chefia da Casa Civil, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

 

"O que é chocante é que, enquanto estávamos a julgar e investigar o mensalão, essa prática estava permeando todas as atividades governamentais e administrativas. Isso que é chocante", afirmou Gilmar Mendes na conversa com jornalistas nesta terça.

 

O ministro disse que no processo do mensalão não foram encontradas pistas de que havia desvios também na Petrobras, mas lembrou que a CPMI dos Correios, instalada em 2005 no Congresso, chegou a apontar suspeitas de desvios dentro dos fundos de pensão, mantidos por servidores de estatais.

 

"A Procuradoria [Geral da República] não deu prosseguimento às investigações que a própria CPMI recomendou em relação ao mensalão. Por exemplo, não acompanhou a questão dos fundos de pensão, tema que agora voltou para a agenda. Ficamos com aquele número cabalístico de R$ 170 milhões, mas agora isso não dá nenhum [Pedro] Barusco, não é? Então a gente vê o tamanho…", afirmou, comparando o valor dos desvios descobertos no mensalão e os US$ 97 milhões que o ex-gerente da Petrobras se comprometeu a devolver.

 

G1

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