O quadro partidário se pulverizou nos últimos anos. O número de filiados dos quatro maiores partidos do país caiu 17% desde 2002. Juntos, MDB, PT, PSDB e PP têm hoje 41% dos eleitores que estão associados a alguma legenda – 17% a menos do que 16 anos atrás. Naquele ano, eles somavam 49,5% do total de filiados. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foram compilados pelo jornal O Globo. As quatro principais siglas perderam espaço para legendas como PRB, PSD, Pros e Solidariedade, que integram o chamado “centrão” – grupo que ganhou força ao dar sustentação ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ).
Segundo a reportagem, a criação de novos partidos e o desgaste de legendas tradicionais, envolvidas em casos de corrupção nos últimos anos, reduziram o peso das quatro principais siglas do país no número total de eleitores filiados. Por outro lado, o PRB, o PSD, o Pros e o Solidariedade – criados entre 2006 e 2013, ou seja, quem existiam em 2002 – representam 6% dos filiados no país.
Essa fragmentação também se reflete na Câmara. O cenário é de maior dificuldade para o próximo presidente se relacionar com o novo Congresso. A divisão partidária complica as negociações com as bancadas nas principais votações e no rateio de cargos. Na eleição de 2002, por exemplo, MDB, PT, PSDB e PP elegeram 285 parlamentares. Atualmente têm 208 deputados.
Outro fator destacado pelo Globo é o entendimento do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, em 2007, sobre a fidelidade partidária, que proibiu o troca-troca. Uma das hipóteses para que o parlamentar mude de partido sem o risco de perder o mandato é a filiação a uma legenda recém-criada. Atualmente o Brasil tem 35 partidos reconhecidos pelo TSE.
Redação com dados do TSE
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