As lágrimas de Marina, tanto no discurso emocional sobre a fome como no lamento pelo ataque impiedoso dos adversários, não estancaram sua queda nas pesquisas de intenções de voto.
No programa eleitoral de sábado (21) já houve uma mudança de estratégia. Sai a candidata fragilizada e chorosa, entra a presidenciável com voz firme e postura de estatista.
“Nosso objetivo não é derrotar um adversário a qualquer custo, a qualquer preço, e vencer uma eleição. Nosso objetivo é mudar a política, aposentar a velha república, formar um governo com critérios de competência, compromisso, honestidade”, disse a ex-senadora, com tom de voz menos frágil do que o habitual.
Aconselhada por vários assessores e colaboradores eventuais como o cineasta Fernando Meirelles, de ‘Cidade de Deus’, ela vai deixar de lado o discurso vitimista, que transforma os rivais Dilma Rousseff e Aécio Neves em vilões da maldade, para se mostrar mais forte e destemida.
Os segundos finais do programa mostraram Marina Silva ao lado de um de seus mais famosos cabos eleitorais, o cantor e compositor Gilberto Gil.
Em encontro com profissionais da cultura, no Rio, ele cantarolou uma música composta para a candidata. A letra diz: “Marinar vou eu, votar na Marina, Marina. Marinar vou eu, sonhar que a menina vai chegar”.
Terra
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