Marcuse, revolução e o problema da racionalidade

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Em 1970, o filósofo escocês Alasdair MacIntyre publicou uma análise crítica do pensamento de Herbert Marcuse, importante pensador alemão radicado nos EUA que influenciou fortemente a esquerda progressista contemporânea.

Marcuse desenvolveu uma teoria crítica em relação à racionalidade moderna. Partindo de Marx e Freud, ele buscou integrar liberdade, felicidade e sexualidade sugerindo que as satisfações libidinais humanas deveriam ser libertadas das repressões da civilização.

Segundo Marcuse, o trabalho e a sexualidade monogâmica eram repressivas porque eram limitadas por uma ordem social irracional. A sexualidade deveria ser emancipada para que o ser humano se tornasse livre existencialmente.

Marcuse considerava que o sistema capitalista satisfaz as necessidades materiais básicas, dificultando os protestos revolucionários e tornando as pessoas dominadas pela repressão. Isto é, a sexualidade, o bem-estar e o trabalho se tornaram âmbitos de dominação das instituições liberais, capazes de restringir o ímpeto revolucionário.

Nesse cenário, Marcuse propôs uma ação radical e revolucionária. Minorias deveriam expressar suas necessidades para se libertar e libertar a maioria da repressão da racionalidade. Movimentos sociais e coletivos identitários deveriam revolucionar a sociedade, libertando-a da repressão sexual e da racionalidade moderna.

Para Marcuse, a maioria deveria ser libertada e “reeducada para a verdade por essa minoria, habilitada a suprimir opiniões rivais e perniciosas” (“As ideias de Marcuse”, p. 106).

MacIntyre avalia que, além de um pensamento elitista e disruptivo de Marcuse e de seus seguidores identitários, essa visão que orienta o progressismo contemporâneo atenta contra a racionalidade da civilização ocidental, criando barreiras insuperáveis no debate público.

A proposta de Marcuse ajudou a construir uma esquerda identitária contrária à racionalidade moderna influenciada por valores cristãos. O resultado foi a normalização da agressividade e a tentativa de, em nome do bem para alguns, destruir os oponentes políticos. Surgiu o discurso divisionista e a “guerra cultural”.

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