Faça o que eu digo. Não faça o que eu faço. No lugar de Austeridade e Desenvolvimento, esse deveria ser o slogan da terceira versão do governo Maranhão III.

Quando se imaginava que não se encontraria mais caso algum de nepotismo dentro da atual gestão, após as exonerações de Sandra Moura, da família Bispo, na PBPrev e na FAC, o governador nomeia a sobrinha-neta com um generoso salário de R$ 5 mil como assessora particular.

Coisa de avô prestimoso.

Nada, no entanto, que lembre aquela austeridade adotada (?) nas gestões anteriores do PMDB. Mais do que isso, a atitude de Maranhão em nomear, a luz do dia, a sobrinha como assessora-particular, em plena consciência da vigência das regras antinepotistas em todo país, abre uma precedente velado dentro do próprio governo.

Quer dizer, abriria caso Maranhão permitisse que os demais auxiliares também fizessem. Pelo contrário. De fato, depois das primeiras denúncias de nepotismo no governo, Maranhão determinou cuidado nas nomeações e todos os convocados passaram a ter a vida devassada para evitar nomeações de parentes.

A regra, lamentavelmente, só serve para os subordinados. Maranhão provou, mais uma vez, que com ele a regra é a do “posso, mando e faço”.

 

 

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