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Há três coisas que nunca voltam : a flecha lançada,a palavra pronunciada e a oportunidade perdida. Em 15 de fevereiro de 2002, na Home Page do então deputado petista Ricardo Coutinho, ele dedicava 5 notas no link “notícias on-line” contra o governo Maranhão. Na verdade, o foco era a CEHAP, precisamente Emília Correia Lima, que hoje é a estrela do Governo RC. Acho que Ricardo exagerava feito Cazuza! Na época, Ricardo deputado, fazia acusações graves contra Drª Emília. Dizia ele:

“A CEHAP está cobrando pelo mesmo tipo de imóvel, prestações com diferença de até 150%. Emília correia Lima, presidente da CEHAP, até agora não conseguiu explicar essa situação altamente comprometedora.”

Dep. Ricardo Coutinho

“A CEHAP nem resolveu o problema da inadimplência porque se nega a negociar em bases reais e criou um drama para as famílias que tinham esperança de conseguir um teto. Desta forma, o governo Maranhão descobre um santo para vestir o outro e os dois ficam nus”

Dep. Ricardo Coutinho.

“Agora a CEHAP está querendo expulsar as famílias do acampamento, criando uma situação absurda e inaceitável. Será que esta é a política habitacional do “Mestre de Obras”?”

Dep. Ricardo Coutinho.

“A política que a CEHAP está desenvolvendo no acampamento lembra um pouco os tempos sombrios da ditadura. A Companhia está infiltrando seus “agentes” e tentando cooptar lideranças com benefícios individuais. Desta forma, as coisas ficam ainda mais difíceis. Que coisa feia, Dona Emília Correia Lima!”

Dep. Ricardo Coutinho.

 

Dona Emília Correia Lima não era nada disso que o Sr. falava tanto. Uma comunista linda (na época), honesta e que foi pioneira, ao abrir caminho pra você ficar juntinho ao Mestre de Obras. Isso mesmo foi Emília que lançou essa modalidade estilosa de união entre comunistas e latifundiários, entre a esquerda e o Rei do Gado. Por falar em Mestre de Obras, neste mesmo dia, a página do dep. Ricardo Coutinho dava conta que o enérgico deputado, estaria entrando com AÇÃO POPULAR NA JUSTIÇA CONTRA GOVERNADOR MARANHÃO. Esse Mago era o cão chupando manga! Misericórdia!

A Ação de improbidade administrativa era decorrente de promoção pessoal do então Mestre de Obras nas campanhas publicitárias do governo do estado. Para o Mago da época, a justificativa para a ação estaria no uso da expressão “mestre-de-obras”, que ligava diretamente à figura pessoal do governador, publicada em propagandas oficiais. O deputado caceteiro citava, como exemplo, a peça publicitária que divulgava a ordem de serviço da adutora do Sabugí, publicada no dia 14 de Outubro. “Obrigado São José/ valeu pela oração/ e graças ao Mestre-de-Obras vamos ter/ água no sertão”. O Mago ainda exigia a divulgação dos custos de todas as publicidades oficiais.

 

Ai que saudade me dá !
 

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