O suplente de deputado estadual Manoel Ludgério (PV) abriu uma cobrança pública dentro da base de Cícero Lucena (MDB) – nesta terça-feira (18) – após lideranças do MDB declararem apoio a Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado.
O incômodo tem um componente pessoal e político: Ivonete Ludgério, esposa de Manoel, é primeira suplente de André Gadelha (MDB), que disputa o Senado na chapa de Cícero ao lado de Veneziano Vital do Rêgo. Mesmo assim, integrantes do grupo mais próximo ao candidato ao Governo decidiram apoiar Nabor para a segunda vaga.
Manoel citou nominalmente o prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra, e os deputados Felipe Leitão e Tovar Correia Lima, todos do MDB, ao questionar a falta de reciprocidade.
“Quem exige lealdade, precisa ter reciprocidade!”, afirmou.

A crítica ganhou peso porque Manoel diz estar apoiando Cícero em Campina Grande mesmo contrariando a posição do prefeito Bruno Cunha Lima, seu aliado político, que apoia outro projeto para o Governo do Estado.
Para Ludgério, a situação cria uma contradição dentro da própria aliança: enquanto ele defende Cícero no interior, lideranças do MDB que estão no núcleo político do candidato ao Governo não estariam apoiando André Gadelha — e, consequentemente, sua esposa, que integra a chapa como primeira suplente.
“Se o grupo mais próximo a Cícero não me apoia nem Ivonete Ludgério, o que vou justificar para pedir por Cícero?”, questionou.
A manifestação coloca André Gadelha no centro de uma disputa interna por reciprocidade e expõe as dificuldades de Cícero para manter uma chapa unificada ao Senado. Na prática, o episódio mostra que o apoio a Cícero para o Governo não significa, necessariamente, a mesma composição para as duas vagas ao Senado.
Redação
