Por pbagora.com.br

O deputado Manoel Júnior, do PSB, tem se notabilizado nos últimos tempos por uma cruzada dentro do seu partido para inviabilizar a candidatura do prefeito Ricardo Coutinho, também do PSB, ao Governo do Estado, por defender o apoio à reeleição do atual governador José Maranhão (PMDB).
 

Em que pese tratar-se de um caso explícito de infidelidade partidária, justamente no momento em que a Justiça Eleitoral reforçou a tese, em todo país, da valorização das legendas políticas, o deputado socialista não esconde de ninguém sua preferência política e, consequentemente, seus planos futuros.

Manoel Júnior não quer nem ouvir falar da candidatura de Ricardo Coutinho porque sabe que, se eleito, o atual prefeito de João Pessoa, investido na cadeira de governador, será um obstáculo quase que intransponível para o deputado de Pedras de Fogo concretizar o seu grande sonho: ser prefeito de João Pessoa em 2012. E para impedir isso já tentou e vai tentar de tudo. De tudo mesmo.
 

  Primeiro, ele tentou constranger o prefeito e seus aliados, sempre contando com a generosidade do Sistema Correio, de que uma aliança com Cássio Cunha Lima acabaria com a carreira política de Ricardo e colocaria o PSB no lixo da história política. A aceitação cada vez mais crescente do prefeito na Capital, que tem um eleitorado consciente, iluminado por dezenas de universidades e faculdades, colocou por terra o plano inicial de Júnior.

Depois, o deputado tentou sua tese em outros quadrantes do Estado, mas as pesquisas de opinião desmentem, a cada dia, a história de que o moleque pobre de Jaguaribe só tem votos até a ponte do rio Sanhauá. Até na minha Cajazeiras, recente pesquisa bota o Mago na dianteira para o Governo do Estado.

Não satisfeito com suas declarações satanizando a suposta aliança Cássio-Ricardo aqui no Estado, Manoel Júnior tentou uma intervenção da direção nacional, no mais puro golpe contra a democracia partidária. Levou um sonoro NÃO do presidente Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes, um homem de bem e que tem berço político e história nesse país. Não satisfeito, ameaçou deixar o partido que o elegeu com uma votação consagradora na Capital, justamente pela força da administração de Ricardo Coutinho. Ele também esqueceu o que o Mago e aliados fizeram por ele.

Os argumentos de Manoel Júnior vão caindo por terra um a um. Ao atacar o PSDB e seu comandante maior, o ex-governador Cássio, chamando o partido de corrupto e outros adjetivos menos recomendáveis, Manoel Júnior atirou pedras no telhado alheio e esqueceu o seu telhado de vidro. Que no momento está todo despedaçado.

Quando o deputado Luiz Couto incluiu seu nome na CPI do Extermínio, acusando-o de proteger bandidos na região de Pedras de Fogo, Manoel soltou todos os tipos de impropérios contra o padre petista, mas até agora não apresentou uma única prova que o inocente.

Quando Manoel Júnior foi pego com a boca na botija no escândalo das passagens aéreas no Congresso Nacional, ele desapareceu por cerca de sessenta dias da mídia e não deu uma explicação ao seu partido e ao povo da Paraíba, sobre o que foi fazer em Buenos Aires com uma acompanhante, quando nem a Câmara dos Deputados nem o PSB tiveram qualquer atividade que o deputado paraibano os representasse nos últimos tempos na terra do tango.

Não sei se o deputado socialista dança bem a música argentina, mas ele dançou muito bem o xaxado que o presidente do PT, Dedé de Pedras de Fogo, lhe impôs ao acusá-lo, com provas documentadas pelo Sagres do Tribunal de Contas, de que a Prefeitura daquele município, onde sua tia é prefeita pela segunda vez e ele já foi pela terceira, comprou cerca de R$ 5 milhões em gasolina em quatro anos, sabe de quem? De um posto da mesma família do próprio Manoel Júnior. Pior que a denúncia, foi a explicação de Manoel Júnior: “É que minha família é grande demais”. Só acreditei porque que vi estampado no Jornal da Paraíba.

Para culminar o inferno astral do deputado que ataca e critica tudo e a todos na Paraíba, fomos tomados de surpresa por uma notícia veiculada no prestigiado site Congresso em Foco, dando conta que Manoel Júnior, sim, ele mesmo, é o deputado federal que mais faltas tem no Congresso Nacional. Ou seja, não vai trabalhar, mas recebe seu salário integral todo mês.

Em sua resposta, Manoel disse que todas suas faltas eram justificadas. Equivale dizer que um trabalhador comum, que ganha salário mínimo, falta boa parte dos dias em um semestre, mas sempre diz o motivo de suas faltas. O que você, caro leitor (a) acha que aconteceria com este assalariado brasileiro?

Com a palavra – não só para essa questão, mas para as outras acima citadas – o paladino da ética paraibana, o deputado Manoel Júnior.
 

 

 

 

 

 

 

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