Entrevistado nesta segunda-feira (9) pelo Correio da Manhã (98 FM, de João Pessoa), o deputado Manoel Júnior (PMDB-PB) acusou hoje a Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de João Pessoa de usar dinheiro público para atacar adversários políticos do prefeito Ricardo Coutinho (PSB).
Referiu-se à divulgação da suposta afirmação dele, Manoel Júnior, de que “não precisava dos votos de João Pessoa para se eleger”. Segundo o parlamentar, essa pretensa declaração foi manipulada para deixá-lo mal perante o eleitorado da Capital. O ‘serviço’ teria sido feito por radialistas a serviço da Secom municipal.
Manoel Júnior desmentiu categoricamente que tenha desdenhado dos votos recebidos na Capital na última campanha (2006) e reafirmou que não apenas agradece como se orgulha de ter sido individualmente o candidato a deputado federal mais votado em João Pessoa.
Lembrou, a propósito, que a sua votação e a dos demais candidatos do PSB a deputado federal em 2006 ajudou o partido a superar a cláusula de barreira (mínimo de 5% do total de votos para a Câmara Federal, exigência já extinta por decisão do Supremo Tribunal Federal).
Manoel Júnior revelou ainda que o presidente nacional do partido, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, prontificou-se em testemunhar em defesa do parlamentar paraibano se o PSB estadual, presidido por Ricardo Coutinho, tentar cassar os deputados federais e estaduais que se desfiliaram da legenda este ano e migraram para outros partidos.
Em contato com a secretária de Comunicação da PMJP, a jornalista Lívia Karol foi informada sobre o teor das denúncias feitas pelo deputado Manoel Júnior. Em resposta ao Portal Correio, a jornalista se limitou a dizer que precisava se “inteirar do assunto para tomar um posicionamento”.
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