Categorias: Política

Manobra da oposição faz Hugo Motta mudar planos e voltar da Paraíba para Brasília ainda nesta terça

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu retornar a Brasília hoje para conter as pressões da oposição pela anistia aos presos nos atos golpistas de 8 de Janeiro. O chefe da Casa está na Paraíba, seu reduto eleitoral, para a inauguração de obras.

O que aconteceu

Motta faltou ao trabalho na Câmara no retorno dos trabalhos legislativos. O presidente da Casa visitou obras de um complexo de saúde em Patos, sua cidade natal, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Depois, o chefe da Casa tinha outra agenda na capital, João Pessoa. Amanhã, o republicano tinha compromissos previstos no Ceará, mas cancelou para estar em Brasília.

Presidente da Casa ligou para alguns líderes para medir a temperatura da Casa após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lideranças com quem Motta conversou aconselharam o deputado a retornar para Brasília. O chefe da Casa deve chegar à capital federal à noite, mas não há previsão de ir à Câmara dos Deputados.

Oposição ocupou a Mesa Diretora e impede o início da sessão ordinária agendada para hoje. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse ao UOL que os deputados seguirão com a manifestação até que o Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), conversem com os parlamentares sobre colocar em votação o projeto da anistia e avançar com pautas contra o STF (Supremo Tribunal Federal).

O vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), ameaçou Motta. Ele disse em entrevista à imprensa que vai “pautar a anistia na ausência de Motta”. A inclusão do tema na pauta só poderia acontecer se Motta sair do país e transferir o comando da Casa temporariamente ao deputado do PL.

Centrão quer avançar com a pauta econômica. Apesar da pressão da oposição, lideranças de partidos de centro afirmam que a prioridade são os projetos econômicos, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais. A proposta foi aprovada na comissão especial antes do recesso parlamentar e está prevista para ser votada no plenário na próxima semana. Ela tem de passar até setembro para que valha para a declaração do IR do ano que vem.

UOL

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