Ao discursar para uma plateia de empresários alemães e brasileiros nesta sexta-feira (4) em Hamburgo, na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a atribuir à “parte mais pobre” da sociedade o bom desempenho da economia brasileira diante da crise financeira mundial.
Para Lula, “um mercado interno virgem”, sustentado pelo consumo das faixas populares, não permitiu que o país tivesse o mesmo prejuízo que as outras economias.
“Nós tínhamos o que o mundo rico não tinha, um mercado interno virgem e esse mercado interno sustentado pela parte mais pobre não permitiu que a economia brasileira tivesse o mesmo prejuízo que as outras economias”, disse.
Lula afirmou ainda que o sistema financeiro estava com uma “doença quase esquizofrênica” e que a quebra do Banco Lehman Brothers revelou essa fragilidade. O presidente apelou para que seja fechado o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul para consolidar a superação da crise econômica. Lula participa de almoço oferecido pelo prefeito de Hamburgo e em seguida retorna a Brasília.
No dia 11 de setembro, durante discurso no município de Ipojuca, em Pernambuco, Lula afirmou que a economia brasileira só havia atravessado a crise financeira mundial em função dos sacrifícios do povo. “Esse país estava mais preparado do que todo o mundo desenvolvido para enfrentar a crise. Estávamos preparados porque o povo fez sacrifício quando teve que fazer sacrifício, porque teve paciência, quando teve de ter paciência. Graças ao povo brasileiro e, sobretudo, à parte mais pobre desse país, a economia sobreviveu”, discursou Lula
Para o presidente, foi o consumo das classes populares que segurou a economia durante o período mais agudo da crise. Lula discursou durante a inauguração do Cais V do Porto de Suape, em Ipojuca (PE). A obra recebeu investimentos de R$ 125 milhões, sendo R$ 62,9 milhões da União, e gerou 800 empregos.
Nesse dia, o presidente comentou os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) segundo os quais o país havia deixado a recessão no segundo trimestre deste ano e lembrou o começo da crise, entre novembro e dezembro de 2008, quando algumas empresas demitiram ou concederam férias coletivas a trabalhadores.
Para o presidente, “muita gente errou ao acreditar mais nas manchetes dos jornais” do que nas informações que eram divulgadas pelo governo. “A verdade é que o PIB de hoje demonstra que a economia brasileira está se recuperando. Mas demonstra também que ele só caiu, do jeito que caiu, porque uma parte da sociedade brasileira entrou em pânico. Porque acreditou mais nas manchetes de jornais do que naquilo que a gente falava que iria acontecer nesse país”, afirmou Lula.
G1
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