Depois do último comentário, elencando uma série de ações do governador Ricardo Coutinho demonstrando pouca – ou nenhuma – atenção com Campina Grande, recebi vários e-mails de pessoas que enviaram outras atitudes do governo em desfavor da cidade.
Algumas delas, que tive tempo de verificar a veracidade, exponho aqui. Outras, por ainda não ter tido a oportunidade de, realmente, saber se foram efetivadas pelo novo governador, preferi não publicá-las – em que pese, pelo que o governo tem feito com Campina neste início de gestão, não ter a menor dúvida de que tenham sido efetivadas, também. Mas a prudência tem sempre que falar mais alto.
Eu não perguntei no comentário passado, mas pergunto agora, com base nas denúncias que recebi:
– Por que o Governo do Estado determinou o corte do repasse da contrapartida estadual para a manutenção do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU, que é mantido numa parceria natural entre as esferas federal, estadual e municipal, com cada uma delas tendo a obrigação legal – e moral, acima de tudo – de bancar a sua parte?
– Por que o Governo do Estado determinou o corte no fornecimento do cuscuz e do leite, do programa Cuscuz com Leite, iniciado no governo Cássio e que prosseguiu, sem problemas, no governo Maranhão?
– Por que o Governo do Estado determinou a suspensão das obras do novo Museu de Arte Assis Chateaubriand, iniciado no governo Cássio e que prosseguiu normalmente no governo Maranhão?
– Por que o Governo do Estado cortou a verba que repassava ao programa Farmácia Básica de Medicamentos, que fornece gratuitamente medicamentos à população de baixa renda, mesmo sendo esta parceria uma obrigação estadual, em termos de contrapartida?
– Por que o Governo do Estado determinou uma redução drástica no número de vacinas para Campina Grande, de 9.675 doses em janeiro para pouco mais de 3 mil doses em fevereiro e pouco mais de 1 mil doses em março – no caso da pólio; e, no caso da DPT, de 6 mil em janeiro para 1.700 em fevereiro e nenhuma em março?
– Por que o Governo do Estado determinou o corte nos pagamento dos terços de férias dos servidores e propôs – pasmem – dividi-los, para quem quisesse aceitar, em quatro parcelas, como denunciou o sindicalista Sizenando Leal?
E tem mais: a cada dia aparecem mais determinações do Governo do Estado, prejudicando os campinenses, sem que nada seja feito. Sem que nenhum dos aliados do governador Ricardo Coutinho em Campina tome a iniciativa de gritar…
Ahhh… e antes que eu esqueça, Cássio falou. Na coluna anterior eu disse que Cássio estava calado em relação à desatenção do governo Ricardo Coutinho com a cidade e, esta semana, ele foi perguntado pelos colegas de imprensa sobre isso e sobre os problemas que o governo enfrenta em outras áreas e com relação a outras cidades do Estado.
No último dia 25, Cássio disse que “o governador Ricardo Coutinho não pode ser culpado por estar sendo obrigado a ‘catar os cacos’ deixados pelo seu antecessor” e que “a Paraíba estava inadministrável e precisa de um governador que o ajustasse economicamente. É isto o que Ricardo está fazendo”.
Mais na frente, Cássio reconheceu que as medidas são duras, mas necessárias. “Ele está fazendo o que eu fiz no início de meu Governo. Corrigindo os erros dos outros e criando os meios para viabilizar o resto da gestão. É melhor apertar o cinto agora e depois ter as contas sanadas”, concluiu.
Em outra oportunidade, via Twitter, instado a colaborar com a gestão de Ricardo e oferecer-lhe suporte de sua experiência como administrador para mudar a imagem do governo, queimada pela inépcia dos primeiros meses, Cássio se saiu com essa: “Na minha condição de ex-governador não seria ético ficar dando conselhos ao atual governador”.
E mais: perguntado sobre as reclamações dos campinenses em relação à desatenção para com a cidade, Cássio disse: “não servirei de muro das lamentações”.
Nada mais lhe foi perguntado e nada mais foi dito. E precisava?
Bola Fora
Não posso deixar de registrar a infeliz declaração do vice-governador Rômulo Gouveia (ainda no PSDB) sobre o porquê de não ter participado da audiência em que Veneziano recebeu Cássio e diretores da AACD para a instalação de uma unidade da ARCD em Campina Grande, ao afirmar que não gostaria de encontrar Veneziano e que não tiraria fotos ao seu lado porque o prefeito campinense não lhe agrada.
Humildade
Para quem veio de baixo como o ‘gordinho’, faltou humildade em reconhecer que ali não estava Veneziano, mas o prefeito de Campina Grande recebendo os diretores de uma entidade respeitável, que pretende levar um órgão respeitado e de um grande trabalho prestado para Campina. E mais: não era Rômulo que estaria na audiência, mas o vice-governador do Estado.
E agora?
Com este posicionamento, como ficará Campina Grande se houver necessidades futuras, em pleitos que precisem da união entre Estado e Município? E como ficarão as parcerias – naturais ou não – entre Estado e PMCG,se o vice-governador, que é de Campina, se nega a sentar com o prefeito porque o prefeito não lhe agrada, como ele próprio disse?
Sem sintonia
Aliás, pelo que disse Rômulo, vejo que as parcerias entre Estado e PMCG tendem a ficar difíceis. Talvez por isso o Estado já tenha mandado suspender a parceria natural com o SAMU e com a Farmácia Básica de Medicamentos, desde o dia primeiro de janeiro último. Ou então governador e vice não estão falando a mesma língua…
Aposta
É digna de registro a declaração do deputado federal Benjamin Maranhão de que o nome do PMDB para a eleição ao Governo do Estado em 2014 é o de Veneziano, descartando, por completo, mais uma possível candidatura do tio, o ex-governador José Maranhão.
Dúvida
A Paraíba inteira se pergunta: até quando Wilson Santiago vai se segurar no cargo de Senador? E até onde Cássio terá força para forçar a sua posse o mais rápido possível.
Sujou!
Com a decisão do STF de que a Lei Ficha Limpa não vale para as eleições de 2010, o deputado estadual eleito – mas não empossado ainda – João Beltrão (PRTB-AL) garante mandato. Ele é foragido da Justiça, por ter sido denunciado sob a acusação de homicídio, tendo a prisão preventiva decretada em fevereiro último. Como deputado, não poderá ser preso preventivamente, a não ser que seja em flagrante.
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