Há menos de um mês das eleições municipais, candidatos às prefeituras do Brasil apostam na estratégia de se manterem neutros sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Para não afastar o eleitor médio, a maioria tem optado por manter um distanciamento do assunto. Especialistas avaliam que o caminho é o melhor neste momento de ânimos exaltados. Em Campina Grande apenas os candidatos do PSB e PSOL (Adriano Galdino e David Lobão) comentam abertamente sob o tema, ambos defendiam a manutenção da petista, já em João Pessoa o candidato do PT Charlington Machado é a voz mais forte em prol da petista.
O analista de marketing político Marcelo Vitorino acredita que o comportamento se deve ao fato de que 65% dos eleitores são considerados médios — não são de direita, nem de esquerda. “Quando você se posiciona para esse público, sendo contra ou a favor do impeachment, já é tachado de ‘petralha’ ou ‘coxinha’”, explica.
Vitorino ressalta que, mesmo entre os petistas, a tendência é de que os candidatos escondam o impeachment. “Ninguém vai morrer abraçado com a Dilma.” Ele conta que quase nenhum dos candidatos pró-Dilma está falando em golpe ou usando roupas vermelhas na televisão. “O tempo de propaganda é muito pequeno para explicar um assunto como esse”, comenta. Para Vitorino, a possibilidade de candidatos petistas abordarem o assunto nas campanhas é em forma de desculpas. “Eles podem falar que o PT se deixou levar pela máquina eleitoral e que os erros servirão para que o partido se reconstrua.”
O professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas avalia que as pessoas já têm opinião formada sobre o impeachment e os candidatos vão evitar dividir os eleitores. O discurso de golpe também não deve ser abordado porque, para o acadêmico, a imagem do PT sofreu um desgaste enorme. “Dificilmente, um candidato desse partido será eleito. Ele se manterá neutro e vai esperar a rejeição cair naturalmente.”
Em Campina Grande apenas os candidatos do PSB e PSOL (Adriano Galdino e David Lobão) comentam abertamente sob o tema, ambos defendiam a manutenção da petista, já em João Pessoa o candidato do PT Charlington Machado é a voz mais forte em prol da petista. O PSB na capital também defendia a manutenção de Dilma, apesar de ter escolhido para vice o deputado federal Wilson Filho (PTB) que votou pela admissibilidade do processo como fez 9 dos 12 parlamentares paraibano na Câmara.
Redação
A Paraíba vive um momento histórico no mercado de trabalho. De acordo com os dados…
A Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) informou nesta sexta-feira (20) que, pela…
Aliado do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), na disputa pelo Governo da Paraíba,…
A cena política de Campina Grande começa a se intensificar na pré-campanha para 2026, com…
O vereador de João Pessoa, Mô Lima (PP), oficializou apoio ao vice-governador Lucas Ribeiro (PP)…
A ida do secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos da Paraíba, Deusdete Queiroga (PSB), para…