Para transformar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em sua sucessora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aposta no “vale-tudo” entre partidos para consolidar alianças que garantam a ela fôlego para a corrida presidencial. De preferência, priorizando o “exército” de ministros, prefeitos e governadores que compõem o PMDB – o que diminui ainda mais o peso do PT no cenário eleitoral de 2010, segundo avaliações dos cientistas políticos Vera Chaia, da PUC-SP, e Cristiano Noronha, da Arko Advice, ouvidos pelo estadao.com.br.

“O que vai eleger a Dilma não é o PT, é o Lula. O partido da Dilma não é ele. O presidente disse em 2003, numa das suas primeiras coletivas, que queria fazer o sucessor para que seus programas sociais não fossem descontinuados. Esse vai ser o seu discurso. Da mesma forma que se ela ganhar é uma vitória dele, uma eventual perda seria sua derrota”, afirma Noronha.

 

Para Vera, o PT sabe que está em desvantagem e não irá contrariar a “vontade” do seu expoente máximo em 2010. “A vivência do PT em 2005, com o mensalão, com aquele escândalo, fez com que Lula se tornasse a liderança mais respeitada , inclusive do País como um todo. O PT sabe disso e é difícil que ele se volte contra a vontade de Lula – que é Dilma candidata. E o presidente sabe que o único caminho viável para a candidatura dela é a aliança com o PMDB, que sempre esteve atrelado aos governos. Ou seja, é um vale-tudo”.

 

Desde o começo do ano, o partido de Lula vem passando por desgastes no Congresso: a primeira, com a derrota do petista Tião Viana (AC) para José Sarney (PMDB-AP), na presidência do Senado. A outra, a vitória de Fernando Collor (PTB-AL) para comandar a comissão de Infraestrutura da Casa, que jogou Ideli Salvatti de escanteio. O presidente Lula disse que as derrotas petistas foram “lições”: “É fazer disso uma boa salada.”

 

“Todo mundo quer um bom relacionamento com o PMDB porque ele garante governabilidade, (mas)foi equivocado Lula apostar em Sarney, porque Collor voltou. Ele (Lula) está em busca de uma aliança mais consistente e sabe que isso é em torno do PMDB”, acredita Vera.

 

Para Noronha, Lula sabe que sem o PMDB não vai a “lugar algum em 2010” e por isso, está disposto a não entrar em atrito com o maior partido do País. “O PMDB pode ser o partido que será o detalhe desta batalha. Aí, interessa muito para o presidente ficar bem com o partido abrindo possibilidades em nome de aliança coligada no futuro. O presidente tem um sonho, um objetivo, que é formar uma aliança forte capaz de vencer a oposição essa aliança se daria por um presidente forte juntamente com partido que tem estrutura fenomenal como é o PMDB – que tem uma infraestrutura partidária com um exército de prefeitos, vereadores, governadores e ministros todos funcionando a favor dela “, garante.

 

estadao.com.br

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