O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (25) durante evento em comemoração ao aniversário de Sao Paulo que queria dar um “presente” para cidade e sugeriu ação conjunta para resolver, entre outros problemas, os estragos causados pelas enchentes que atingem a cidade desde dezembro.
Na presença do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), Lula convidou Kassab para definir investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2, que será lançado em 26 de março, para a cidade de São Paulo. O PAC é um dos principais programas do governo Lula.
– Eu dizia para o Kassab agora há pouco que nós precisamos- governo federal, governo estadual e governo municipal- não apenas em relação a São Paulo mas nas regiões metropolitanas deste país, eu acho que está na hora da gente sentar e tentar encontrar uma alternativa definitiva para resolver o problema das enchentes (..) Nós vamos apresentar agora dia 26 de março o novo PAC para 2011-2015, porque precisamos colocar dinheiro no Orçamento e eu gostaria imensamente, Kassab, que o prefeito da cidade de São Paulo estivesse presente para que a gente pudesse definir quais as coisas prioritárias para a cidade de São Paulo.
Pouco antes, em seu discurso, Kassab disse que soluções complexas contra o problema das chuvas levam tempo. O governador Serra nao falou sobre as enchentes na sua fala. Do lado de fora do prédio da Prefeitura, cerca de 60 manifestantes seguraram faixas e apitaram contra o prefeito e governador pedindo soluções para o problema das chuvas que já fez mais de 60 vítimas no Estado de São Paulo.
O presidente voltou a dizer que a culpa dos estragos das chuvas não é de prefeito ou governador e que os problemas vão continuar se não houver uma solução definitiva.
– Todo ano, pode ser prefeito do PT, do PCdoB, do PSDB, do DEM, todo ano vai ter enchente em São Paulo se a gente não tomar atitude de saber que custa caro a gente começar a mudar esta situação.
Na prática, o PAC 2 será um pacote que vai amarrar projetos novos e velhos sob nova embalagem. Terá foco em grandes cidades, com o objetivo de atrair os votos das regiões metropolitanas do Sul e do Sudeste, onde a oposição está na frente na disputa com a petista. Mesmo sem poder levar adiante a segunda versão do programa, Dilma vai usá-lo como bandeira de sua campanha ao lado do projeto original.
Também no seu discurso, o presidente lembrou o “filme” de sua vida e contou que, quando morou na Vila São José, em Ponte Preta, divisa da Vila Arapoá com São Caetano, a sua casa “novinha, que cheirava a tinta” enfrentou estragos da chuva.
– Peguei três enchentes. Era engraçado porque ia dando enchente a gente ia jogando cascalho na rua e as casas iam ficando para baixo da rua e a gente fazia uma mureta, colocava uma porta de ferro na perspectiva de que aquilo não fosse dar uma enchente. Mas a desgraça de uma enchente é que a outra é maior.
Portal R7
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