Por pbagora.com.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste domingo (17) em Riad, na Arábia Saudita, a criação da CPI da Petrobras, afirmando que não se pode envolver a “empresa mais importante do Brasil” em uma questão “político-eleitoral”.

 

Ele afirmou ainda que o governo não teme a investigação. Iniciativa do PSDB, a comissão foi criada no Senado na sexta-feira (15), apesar da tentativa do governo de mobilizar parlamentares para retirarem assinaturas do requerimento.

“Estamos vivendo um momento de ouro na era do petróleo (…) e eu acho que você não pode transformar uma questão político-eleitoral, possivelmente menor, envolvendo a empresa mais importante que o Brasil tem. Mas, de qualquer forma, se as pessoas que assinaram não têm outra coisa pra fazer, só têm aquilo, que façam. Nós vamos continuar tocando o barco”, disse.

 

A CPI, pedida pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR), tem como objetivo investigar fraudes em licitações, denúncias de desvio de royalties de petróleo, supostas irregularidades em contratos para a construção de plataformas e da refinaria Abreu e Lima (PE) e artifícios contábeis para reduzir o recolhimento de tributos e possíveis irregularidades em patrocínios.

 

“Possivelmente, alguns [senadores] que assinaram estavam querendo tirar das suas costas todo esse debate que a imprensa está fazendo sobre o Senado. Outros possivelmente estejam preocupados com o processo eleitoral de 2010. Eu sinceramente estou preocupado em governar o Brasil”, continuou.

 

Novo PAC

O presidente disse ainda que pretende lançar uma nova edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o período de 2011 a 2015. Lula, cujo mandato termina em 2010, diz que quer deixar o país preparado para seu sucessor e voltou a dizer que irá preparar uma “prateleira de projetos” para quando deixar o governo.

 

“Hoje, um governante que toma posse e quiser fazer uma hidrelétrica, entre ele pensar em fazer o projeto básico, fazer o projeto executivo, conseguir licenciamento prévio, fazer licitação, e responder todas as demandas judiciais que aparecem no processo, ele termina um mandato de quatro anos e não consegue fazer nada. Quero deixar uma prateleira de projetos, de gasodutos, hidrelétricas, estradas e ferrovias”, disse.

 

Reservas

Em discurso na à Câmara de Comércio na Arábia Saudita, Lula disse que os países em desenvolvimento como o Brasil, a China e a Arábia devem usar mais as reservas internacionais para impulsionar os setores produtivos.

 

“Ao invés de a gente ficar com o dinheiro paralisado, recebendo rendimento dos títulos americanos, se nós construirmos fábricas, investirmos em tecnologia, se nós fizermos universidades, se investirmos nas indústrias de produção de alimentos, certamente, daqui a 20 ou 30 anos, a Arábia Saudita e o Brasil serão infinitamente melhores do que são hoje”, disse.

 

G1

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