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Lula diz que 4º mandato terá embate com emendas e fundo partidário

Foto: PT/YouTube/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (2), durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, que, caso seja reeleito, pretende promover mudanças na relação entre o Executivo e o Congresso Nacional, especialmente em relação às emendas parlamentares e ao modelo de financiamento dos partidos políticos.

No discurso, Lula defendeu a recuperação de atribuições da Presidência da República e afirmou que pretende enfrentar um debate político sobre o fortalecimento do Poder Executivo.

“Minha quarta Presidência é para mudar muita coisa neste país. Vai ter briga com emenda parlamentar e com o papel que hoje tem o Legislativo”, declarou.

Segundo o presidente, nos últimos anos o Executivo perdeu parte de suas prerrogativas, o que, em sua avaliação, dificulta a condução do governo. Lula afirmou que pretende defender competências constitucionais da Presidência, como as indicações para agências reguladoras, tribunais superiores e outros órgãos federais.

“Não posso permitir que o presidente da República vá perdendo seus direitos. Vai ter de ter uma briga democrática para fazer uma mudança neste país”, afirmou.

Convenção oficializa candidatura

Durante o evento, o PT homologou oficialmente a candidatura de Lula à reeleição. Aos 80 anos, o petista disputará a Presidência da República pela sétima vez e tentará conquistar um quarto mandato.

A chapa será novamente formada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a composição vencedora das eleições de 2022. Além da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), a coligação reúne PSB, PDT, PSOL e Rede.

A convenção contou com a presença de lideranças da base aliada, entre elas o ex-ministro Fernando Haddad e a candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB).

Críticas ao fundo partidário

Lula também criticou o atual sistema de financiamento público dos partidos políticos. Segundo ele, prefere o modelo em que as legendas dependiam da contribuição de filiados e simpatizantes para custear campanhas.

“Sou triste com a política de hoje. Preferia meu partido quando tinha de vender camiseta para colocar gasolina e fazer comício. Negócio de fundo partidário não me agrada, porque está levando os partidos para a promiscuidade”, disse.

Pedido de voto e pesquisas

Durante o discurso, o presidente minimizou as pesquisas de intenção de voto divulgadas nas últimas semanas e afirmou que a disputa eleitoral ainda está começando.

“Não fiquem preocupados com pesquisa. A guerra não começou, o campeonato não começou. Ele vai começar agora”, declarou.

Lula também reconheceu que fez um pedido explícito de voto durante um evento realizado no sábado (1º), em Salvador, antes do início oficial da campanha eleitoral, e admitiu que poderá ser penalizado pela Justiça Eleitoral.

“Eu falei na Bahia, pedi voto, mas eu não deveria ter pedido. Você só pode pedir depois do dia 15. Eu vou ser multado”, afirmou.

Mensagem às mulheres

Na parte final do pronunciamento, o presidente voltou a defender políticas de combate à violência contra a mulher e direcionou uma mensagem ao eleitorado feminino.

“Quem bate em mulher não vota em mim”, disse.

Lula afirmou que pretende ampliar ações voltadas à proteção das mulheres e reforçou a necessidade de combater a violência de gênero em um eventual novo mandato.

Redação com Metrópoles

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