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Couto se posiciona contra federação PT–PCdoB–PV, defende fim da composição e gera reação interna

Foto: reprodução print TV Arapuan

O deputado federal Luiz Couto (PT) declarou, em entrevista ao programa Frente a Frente da TV Arapuan, na noite de ontem, segunda-feira (22), ser contra a federação formada entre PT, PCdoB e PV e afirmou que levará o tema para debate interno nas próximas reuniões da sigla, inclusive em encontro que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a entrevista, Couto foi enfático ao criticar o modelo da federação partidária. “Eu sou contra essa federação. Vou, inclusive, na reunião que vai ter, em que o Lula também estará presente, levar uma proposta para acabar com essa composição”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, a federação não cumpre mais o papel político para o qual foi criada e precisa ser revista.

Reações dentro da federação

A fala do deputado gerou reação imediata entre lideranças dos partidos que compõem a federação no estado. Nesta terça-feira (23), o presidente estadual da federação, Sargento Dênis, classificou a declaração como lamentável e disse que a postura de Luiz Couto é egoísta e contrária ao projeto político liderado pelo presidente Lula.

“Esse tipo de posicionamento não ajuda. A gente tem que cuidar do PT, sim, mas também do projeto coletivo. Tenho respeito pelo deputado, mas ele está fazendo uma costura errada. Parece que o PT só aparece na defesa da candidatura dele”, criticou.

Já a presidente estadual do PCdoB, Gregória Benário, também rebateu as declarações de Luiz Couto e saiu em defesa da federação. Para ela, o modelo é uma referência para outros partidos e tem fortalecido a atuação política conjunta.

“Não entendo esse posicionamento do deputado. A federação é um modelo para o Brasil, para os demais partidos, e essa defesa do fim da composição soa muito mais como um interesse pessoal do que coletivo”, afirmou.

A federação PT–PCdoB–PV foi criada para garantir atuação conjunta nas eleições e no Parlamento, com validade mínima de quatro anos, e tem sido alvo de debates internos desde o início do novo ciclo político.

PB Agora

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