O governador reeleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), criticou nesta quarta-feira (07) a declaração da deputada estadual eleita em São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que afirmou não acreditar na existência do feminicídio e defendeu que homens precisam ser agressivos e, em determinadas situações, letais.
Ao comentar a declaração, Lucas trouxe para o debate uma experiência pessoal que marcou a vida da primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz. A mãe de Camila foi vítima de uma emboscada praticada pelo próprio pai quando ela tinha 10 anos.
Após a morte da mãe, Camila foi criada pela avó. Para Lucas, declarações que relativizam a violência contra as mulheres desconsideram a realidade enfrentada não apenas pelas vítimas, mas também por familiares e órfãos de feminicídio.
“Graças a Deus a minha esposa, que é um órfão de feminicídio, teve quem a criasse, criada por sua avó, quando ela tinha 10 anos perdeu a sua mãe em uma emboscada do pai dela, eu queria que ela explicasse isso para pessoas como, não só Camila, mas tantos outros órfãos, tantas outras pessoas e familiares que perderam uma referência na sua vida, uma mulher vítima de violência, vítima de feminicídio, então é lamentável”, afirmou.
Questionado sobre as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher na Paraíba, Lucas também lamentou uma suspeita de feminicídio registrada nesta quarta-feira no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.
Segundo o governador, o estado havia ultrapassado 100 dias sem registros de feminicídio antes do caso ocorrido nesta quarta. Ele afirmou que a gestão acompanha a investigação e destacou as ações desenvolvidas pelo Estado na proteção às mulheres.
“Na Paraíba, a gente já estava ultrapassando 100 dias, 100 dias sem nenhum feminicídio em nosso estado, isso é resultado de uma política que nós temos realizado de proteção às mulheres, de cuidado com as mulheres paraibanas aí houve sim essa suspeita de feminicídio e a gente acompanha esse caso de perto, como temos acompanhado todos e lamento muito”, disse.
PB Agora
