Líder do PMDB admite ingressar com pedido de investigação no MP para exigir fiscalização da aplicação dos recursos deixados no Maranhão III
O presidente estadual do PMDB na Paraíba, Antônio de Souza, admitiu, na manhã desta segunda-feira (28), a possibilidade de ingressar com um pedido de investigação no Ministério Público para que o órgão fiscalize como o Governo Ricardo Coutinho eatá utilizando os recursos dos empréstimos deixados pelo Maranhão III.
Segundo o dirigente, o ex-governador José Maranhão deixou mais de R$ 600 mi em caixa para serem aplicados na reforma e construção de estradas em todo o território paraibano, no entanto, o que se constata in loco é que os serviços não estão sendo realizados de forma satisfatória.
“O Governo Ricardo Coutinho não conduz bem a máquina administrativa, estou estarrecido principalmente no que pude constatar esse final de semana quando fui ao Seridó e ao Curimataú e vi que os recursos deixados pelo Maranhão III para construir aquela estrada não estão sendo aplicados devidamente, já que a estrada continua precária”, desabafou.
Souza ressalta que os recursos para a construção das estradas foram provenientes do CAF – Cooperação Andina de Fomento. Ainda de acordo com o dirigente, outra estrada que apresenta deficiências é a que liga as cidades de Picuí a Soledade. “Essa já foi restaurada pelo atual Governo e já se apresenta cheia de buracos, e olhe que lá nem choveu ainda, imagine quando chover”, lamentou.
Outro ponto que também sofre deficiências é a estrada de Picuí até o entroncamento da BR 104. “Lá estão tirando parte dos buracos, deixando no barro, passando o mel e o asfalto por cima e nós sabemos que esse é o tipo de estrada que não vai durar muito tempo”.
Antonio de Souza disse ainda que também vai cobrar uma investigação dos órgãos federais responsáveis para fiscalizar a maneira como estão sendo construídas e reformadas as rodovias estaduais.
Indagado se o Governo Ricardo não estaria cumprindo com as promessas feitas durante a campanha de 2010, Souza não titubeou: “Infelizmente não estamos vendo, pois principalmente as estradas e os dois ou três hospitais que ele está tocando, sabemos que todos foram com os recursos que ficaram nos cofres deixados por Zé Maranhão, na ordem de mais de R$ 600 mi”.
Souza aproveitou para deixar claro que não está acusando o governador de estar superfaturando ou fazendo qualquer outra coisa de errado, porém alertou: “O Governo tem que tocar as obras de forma correta, tem trechos inviabilizados como o de Olivedos a Sossego e o de Casserengue sequer foi executado e todos sabemos que os recursos para construir e reformar estas estradas estão nos cofres foram contratados a mais de dois anos e esse dinheiro está em caixa e está correndo juros”.
Henrique Lima/ Márcia Dias
PB Agora
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