O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de João Pessoa (Sintur-JP) manifestou-se contra a decisão da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) de liberar as faixas preferenciais de ônibus para todos os tipos de veículos, como parte de um estudo temporário. A medida, que gerou polêmica, tem sido amplamente criticada por entidades do setor, que alertam sobre os potenciais impactos negativos tanto para o transporte público quanto para seus passageiros.
Em nota oficial, o Sintur-JP destacou que a flexibilização das faixas exclusivas comprometeria a eficiência do transporte coletivo, utilizado por milhares de pessoas diariamente. Isaac Jr. Moreira, diretor institucional do sindicato, ressaltou a importância das faixas preferenciais para a agilidade do serviço, reduzindo o tempo de deslocamento e incentivando o uso do transporte público como alternativa ao trânsito congestionado.
“Essa decisão desconsidera o papel estratégico das faixas preferenciais na agilização do serviço, reduzindo o tempo de deslocamento e incentivando o uso do transporte público como alternativa ao caos viário”, afirmou Moreira.
O sindicato também criticou a medida por contrariar políticas de mobilidade sustentável. A priorização do transporte público, segundo o Sintur-JP, é essencial para descongestionar as vias, diminuir a quantidade de veículos particulares, reduzir a emissão de poluentes e garantir maior previsibilidade aos passageiros. “Enquanto cidades avançadas ampliam faixas exclusivas, João Pessoa retrocede, colocando em risco a qualidade do serviço e desestimulando a população a optar pelo transporte coletivo”, afirmou o diretor do sindicato, destacando que um ônibus transporta, em média, 60 passageiros por viagem, enquanto um carro particular transporta apenas 1,5.
Além dos impactos operacionais, o Sintur-JP alertou para o risco de aumento no tempo de viagem para os passageiros, o que pode resultar em insatisfação e reclamações. O sindicato apresentou dados específicos da Avenida Dom Pedro II, onde as faixas preferenciais têm gerado uma redução de 20% na velocidade dos ônibus, elevando o tempo de viagem para os passageiros.
“Ao final do dia, esses minutos a mais dentro dos ônibus representam um grande impacto na vida dos trabalhadores, que seriam diretamente penalizados com essa alteração nas faixas preferenciais”, concluiu Isaac Moreira.
Redação
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