A frase célebre “o estado sou eu” de Luis XIV, para definir Ricardo Coutinho não foi dita pelo Professor Paiva, Anibal Marcolino nem por Nadja Palitot. A definição de RC foi dada por Aristávora Santos [vereador Tavinho], que hoje é líder do prefeito na Câmara de João Pessoa.

Hoje sinceramente não sei se esta frase cabe melhor em Ricardo, Cássio ou em José Maranhão.

José Maranhão age como um bom velhinho que traquina 24 horas uma estratégia para minar seus inimigos. Cássio pecou pelo Campinismo Provinciano, ao querer administrar a Paraíba com todos os amigos do bairro da Prata. Ricardo criou um coletivo que foi interessante até certo momento, mas a relação custo-benefício tem demonstrado que vários problemas foram gerados a partir de elementos de total confiança deste coletivo.

Depois de vencer Cássio no TSE, o que resta a Maranhão é anular Ricardo Coutinho para um embate em 2010, baseado nas “santas escrituras” de Maquiavel.

Dizem que Maranhão passou [após o episódio da escolha do vice de João Pessoa não ter passado pelo PMDB, leia-se Maranhão] esse último ano acordando,olhando para uma foto de Ricardo no espelho e dizendo algo assim feito oração: “Se não podes contra os teus inimigos porque são mais fortes e mais poderosos que tu neste momento, aproxima-te deles, faz aliança a eles, conquista sua confiança. infiltra-te em suas bases e depois o destrua”.

Aquela máxima de Maquiavel que é livro de cabeceira de políticos como Ricardo e Cássio, também foi adotado por José Maranhão com cautela e sabedoria. Não que Maranhão tenha lido “O príncipe, de Maquiavel”, mas ele segue essa nítida estratégia para se tornar vítima diante da população.

Claro que não foi Maranhão que inventou este método; entretanto, coube a ele sintetizá-lo diante da experiência histórica do seu tempo. Maquiavel era italiano. Maranhão é Ararunense. Maranhão conseguiu dominar o PMDB, até dividir-se e dar origem ao PSDB Cassista, com sede em Campina Grande.

A vantagem que Ricardo leva hoje, é que Maranhão nunca ganhou uma eleição. Na primeira foi governador por morte de Mariz. Na segunda foi governador pelo domínio do PMDB e tendo como opositor um fraco Gilvan Freire. Em 2002 perdeu a eleição tendo a máquina na mão e seu candidato Roberto Paulino. Em 2006 perdeu novamente e agora assumiu no tapetão. Maranhão adora atalhos. Caminhos curtos e planejamentos.

Acredito quem em 2010 haverá pela primeira vez, o confronto de 3 forças políticas. 

O grupo político que ficará em desvantagens diante do inconsciente coletivo, será o que toda população julgar que não serve mais, seguindo a idéia que tudo que chega ao apogeu, ao clímax, ao cume, ao máximo, está bem próximo da decadência, da desgraça e do caos.

Esta lei vale para tudo, inclusive para os três grupos políticos da Paraíba.

 

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