O médico e pré-candidato a deputado federal Johnny Bezerra (Avante) admitiu, nesta sexta-feira (17), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, que não teria dificuldade em votar no ex-governador João Azevêdo (PSB), na disputa para o Senado caso ele peça seu apoio. A declaração foi dada ao comentar a relação com o ex-chefe do Executivo estadual, marcada por divergências após sua saída do PSB.
Johnny relembrou que deixou a legenda por entender que a chapa para deputado federal não seria competitiva e disse que, após anunciar a filiação ao Avante, sofreu retaliações dentro do governo.
Segundo ele, veículos que utilizava em sua atuação foram recolhidos, situação que, na sua avaliação, não ocorreu com outros integrantes que também deixaram o PSB.
“Quando eu optei por ir para o Avante, tive que entregar o carro e todos os meus veículos foram retirados. Não acho justo o que foi feito comigo, porque outros que saíram do partido não sofreram esse tipo de retaliação”, afirmou.
Apesar do episódio, Johnny ressaltou que guarda mais lembranças positivas do que negativas da convivência com João Azevêdo e disse ser grato pela oportunidade de ter integrado a gestão estadual como secretário.
“Quando você olha o filme da minha relação Jhony e João, foram muito mais momentos bons do que ruins. Tenho um sentimento de gratidão por tudo que ele me proporcionou na minha trajetória como secretário. Eu teria, sim, condições de votar em João para o Senado, se ele me pedisse o voto”, declarou.
O pré-candidato, no entanto, afirmou que não houve conversas entre os dois desde sua saída do PSB e acredita que dificilmente haverá uma reaproximação.
Johnny também confirmou apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que classificou como seu primeiro voto para o Senado. Sobre a segunda vaga, disse que ainda não tomou uma decisão e revelou que mantém diálogo com lideranças.
PB Agora
