No Brasil, apenas 36% dos jovens entre 15 e 24 anos têm emprego, outros 22%
já trabalharam mas estão desempregados atualmente; na média, os jovens
demoram 15 meses para conseguir o primeiro emprego ou uma nova ocupação,
nas regiões metropolitanas. No total, 66% deles precisam trabalhar porque
todo o seu ganho, ou parte dele, complementa a renda familiar. Na Paraíba
esta realidade não é diferente.
Mas infelizmente as empresas, muitas delas, ainda buscam por profissionais
experientes; e experiência, o jovem não tem, mas ele detém características
interessantes para os empresários: agilidade, curiosidade, interesse e
força de trabalho.
Portanto, diante desse duelo, o deputado João Gonçalves,
deu entrada este mês, no requerimento 14.786/2010 que autoriza o poder
executivo a instituir um Programa de Incentivo Fiscal para empresas que
admitirem adolescentes com idades até 17 anos, no seu quadro funcional “com
essa medida o governo não vai resolver um problema que é de característica
nacional, mas vai contribuir imensamente para o crescimento do Estado.
São ações como esta, que pouco a pouco, pode mudar a cara do mercado de
trabalho da Paraíba, possibilitando o ingresso de novos trabalhadores,
injetando força de trabalho hoje para que o futuro seja melhor e com mais
mão-de-obra qualificada e experiente”, concluiu.
Outras Informações:
Nos Estados Unidos, os empregos para quem está no ensino médio ou na
faculdade estão em alta, tanto que em Nova York, por exemplo, como informou
o jornalista Gilberto Dimenstein em entrevista à rádio CBN, não se
conseguem candidatos para empregos de salva-vidas em meio período (R$
160,00 por dia), porque a maioria dos estudantes já está trabalhando em
outras ocupações que dão mais dinheiro.
A pesquisa do mercado brasileiro foi feita pela Fundação Perseu Abramo, em
nove regiões metropolitanas do país, e publicada no dia 24 de maio no
jornal Valor Econômico. A pesquisa no mercado norte-americano foi feita
pelo site especializado em estudantes e recém-formados www.jobtrack.com.
O jovem no Brasil
Vamos ver do lado brasileiro o que os números mostram em relação aos jovens
no mercado de trabalho.
A remuneração mensal – A remuneração é o principal item de satisfação dos
jovens que trabalham: 17% deles dizem que a remuneração mensal é o fator
número um de satisfação.
A distribuição percentual, conforme a remuneração, é a seguinte:
27% – entre 1 e 2 salários mínimos
26% – até 1 salário mínimo
24% – entre 2 e 3 salários mínimos
19% – mais de 3 salários mínimos
3% – não responderam
1% – não é remunerado
O destino do salário:
57% – Parte do que ganham entra no orçamento familiar
30% – Ganham só para si
9% – Tudo o que ganham entram no orçamento familiar
3% – Não responderam
A jornada de trabalho:
34% – 8 horas
14% – 6 horas
13% – de 1 a 5 horas
13% – 11 horas ou mais
10% – 10 horas
9% – 9 horas
6% – 7 horas
2% – outras respostas/não responderam
O tempo atrás do emprego:
34% – até seis meses
25% – de seis meses a 1 ano
22% – mais de 2 anos
14% – de 1 ano até 2 anos
6% – não responderam
Asssessoria do parlamentar







