Por Wellington Farias

Desde a noite de quinta-feira que blogs e portais noticiam que o governador João Azevedo (PSB) irá apoiar a reforma da Previdência, que está sendo empurrada de goela abaixo pelo Governo de Jair Bolsonaro. Mais que isso: alguns disseram que ele já estaria em campanha e pressionando a bancada da Paraíba a oferecer apoio.

João Azevêdo, em quem o paraibano apostou a sua confiança e, diga-se de passagem, anda bem cotado no conceito da população neste primeiro semestre de gestão, terá traído o seu eleitorado (pelo menos a maioria esmagadora) se aderir a tal reforma nos termos em que o governo reacionário de Jair Bolsonaro está impondo.

Estariam os tais blogs e portais aderindo à moda do fake news, distorcendo os fatos por alguma razão oculta? Bom, pelo menos até que o governador de viva voz desminta, temos de admitir que os portais estão falando a verdade…

Será profundamente lamentável que o governador da Paraíba, eleito sobretudo com o voto das classes trabalhadoras e de setores progressistas, que se opõem ao atual Governo Federal e a tal reformas (inclusive o seu partido), tenha mudado de opinião e cedido às pressões de Bolsonaro.

Sem dúvida nenhuma a reforma é nociva aos trabalhadores. Ninguém sabe ao certo tudo o que está contido no bojo deste projeto. Não dá pra entender sendo a classe trabalhadora a mais afetada por qualquer mudança não tenha sido convocada para um amplo debate a respeito, para não dizer que a ela são vedadas as informações mais necessárias.

Ora, se há tanto mistério sobre esta reforma, se os trabalhadores através de suas entidades representativas não são sequer informados do que vem a ser o projeto em sua totalidade, é sinal de que vem bomba por ai para o lado dos trabalhadores.

O H

Uma das notícias a respeito afirma que o governador paraibano discorda do tocante às mudanças para efeito de aposentadoria dos trabalhadores rurais. Ora, este é o H, da reforma da Previdência; um truque para iludir.

Nem mesmo o governo concorda, mas coloca no projeto para causar impacto como ponto de discórdia geral, desviando as atenções para outros pontos importantíssimos que, se aprovados, será o caos para os trabalhadores.

Resumo: o governo sabe que ninguém aceita este ponto da reforma e que, ao final, será retirado num acordo geral, enquanto outras mazelas poderão ser aprovadas.

 

Wellington Farias

 


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Por Wellington Farias

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