“É mesmo muito difícil de um gabinete de Brasília, um agente público que não vive as agruras da seca do Nordeste, entender a urgência e necessidade da conclusão das obras da Transposição e da retomada das obras paralisadas no Eixo Norte, desde julho do ano passado. Esse atraso mostra o descaso deste governo com o povo nordestino”. O desabafo, do deputado estadual Jeová Campos, é referente a declaração do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, de que a obra do Eixo Norte só será retomada em março e, mesmo assim, se não houver nenhum problema.
Jeová disse ainda que irá a Campina Grande, na próxima semana, cobrar explicações do ministro sobre as razões de tanto atraso na retomada das obras do Eixo Norte. Segundo informações divulgadas na imprensa local, essa afirmação do ministro teria sido feita ao deputado federal paraibano Wilson Filho (PTB) durante uma audiência no Ministério da Integração Nacional. A previsão, segundo divulgou o parlamentar, é que a obra seja retomada em março, uma vez, que a nova empresa que tocará a intervenção será definida apenas em fevereiro.
Jeová Campos lembra que a paralisação das obras do Eixo Norte, compreende os trechos 3, 4 e 8, dos lotes responsáveis pela captação de água do Rio São Francisco, em Cabrobó (PE), até o início do reservatório Jati, em Jati (CE).
“Desde junho do ano passado que a Mendes Júnior comunicou ao governo que não mais faria a obra, em julho, ela paralisou as atividades em Pernambuco e mesmo com o respaldo da Lei 8666, que prevê a contratação de emergência, sem licitação, em casos de calamidade pública como a seca, o governo não contratou emergencialmente outra empresa, inclusive construtoras que já estavam atuando na área, mas em outros lotes da obra, e resolveu fazer nova licitação, adiando a abertura dos envelopes para fevereiro e ainda anuncia que, somente em março, ‘se não houver nenhum problema’, a ordem de serviço será assinada. Esse trâmite, que poderia ser bem mais célere devido a gravidade da situação, segue em ritmo letárgico, na proporção do respeito que esse governo tem pelos nordestinos”, destaca Jeová.
O deputado lembra ainda que o TCU também ‘lavou as mãos’ e não orientou a contratação de emergência que era a saída necessária e legalmente segura neste caso.
Redação com assessoria
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